Estereótipos femininos são os mais comuns na propaganda, aponta estudo

Estereótipos femininos são os mais comuns na propaganda, aponta estudo

Um levantamento inédito sobre representatividade de gênero e raça, feito pela agência Heads, colocou em números como as mulheres são pouco representadas pela propaganda. Tendo como base para análise, comerciais vinculados na TV Globo (canal de maior audiência na TV aberta) e no canal Megapix (de maior audiência na TV fechada), a pesquisa concluiu que menos de 20% dos filmes publicitários não reforça estereótipos de gênero e raça e que somente 16% trazem personagens femininos como protagonistas.

A pesquisa estudou 7.344 peças publicitárias como vinhetas, oferecimentos e chamadas de 259 marcas no período de 12 a 18 julho deste ano. O conteúdo de cada comercial deveria responder às perguntas: “Quem são os personagens?”, “Como eles são representados?” e “O comercial contribui de alguma forma para a equidade de gênero e raça?”.

Respondendo à primeira pergunta, 48% dos personagens nos comerciais são homens, mas somente 1% é negro. Dos 16% que representa o público feminino, somente 7% têm mulheres negras.

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Já na questão sobre representação dos personagens, que serve para qualificar o conteúdo, as marcas foram avaliadas por vincular ou não oito estereótipos sexistas (acumulo de papéis, idiotização, histeria, materialismo, profissões, padrões de beleza, padrão de comportamento, papéis de gênero) e cinco machistas (fragilidade, hipersexualização, objetificação, machismo e submissão). Assim a pesquisa concluiu que 28% dos personagens reforçam estereótipos de gênero, mas as mulheres (14.91%) são as mais afetadas por eles.

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O machismo se mostra negativo para ambos os sexos no quesito padrões de comportamento, onde 1.75% das propagandas analisadas eram sobre atitudes esperadas dos homens e 1.58% das mulheres.

Em contrapartida do conteúdo negativo da maioria das marcas, algumas se destacam por tentarem fazer o oposto: quebrar estereótipos de gênero. Na amostra, 12% dos comerciais mostraram resultados positivos, principalmente por trabalharem com o empoderamento feminino, onde as mulheres se tornam protagonistas das campanhas, aparecendo em 6%, quando os homens têm menos de 1% de representação.

Foto: Shutterstock

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