Estou sendo assediada, o que devo fazer?

Estou sendo assediada, o que devo fazer?

Você entra em um novo emprego, inicialmente é recebida com cordialidade por um colega de trabalho, mas logo o que parecia ser apenas uma aproximação de alguém solícito, torna-se um pesadelo. Ele faz brincadeiras de mau gosto, especula sobre sua vida pessoal e te dá cantadas extremamente desagradáveis. Além do clima pesado no local de trabalho, o próximo passo pode ser a chantagem ou a intimidação.

Assédio sexual em empresas é algo que acontece com frequência, mas um tipo de violência que infelizmente é pouco denunciado. De maneira geral, seja por constrangimento ou falta de provas, a vítima do assédio deixa de prestar queixa e muitas vezes sequer compartilha o problema com pessoas próximas.

Casos como o de uma estagiária de 20 anos, ouvida pela Folha de São Paulo, são praticamente exceções da regra. Cansada das incessantes investidas de um funcionário da empresa, ela rompeu o silêncio e denunciou a situação.

Identificar o problema e buscar uma saída para essa delicada situação dependem de uma postura muito firme por parte de quem sofre as investidas. Sabemos que não é um problema fácil de ser resolvido, mas hoje resolvemos tocar neste assunto para que as mulheres que estiverem passando por isso consigam dar a volta por cima e não prejudiquem suas vidas.

Como acontece o assédio sexual

Em linhas gerais, o assediador passa a cercar a vítima no ambiente de trabalho. O assédio pode começar com brincadeiras de mau gosto, insinuações de cunho sexual, perseguições por meio de bilhetes, fotos, emails e cantadas. Em casos mais sérios – principalmente diante da negativa da vítima – o assédio acontece por meio de coações, intimidações e chantagens.

Tudo isso pode acontecer de maneira muito explícita, mas em alguns casos o assediador busca formas mais sutis para agir, justamente por receio de ser descoberto.

denúncia de assédio sexual

Punições

Muita gente não sabe, mas assédio sexual é crime que prevê de um a dois anos de prisão, conforme estabelecido na lei 10.224/2001. A descrição do crime é clara: “Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição se superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício, emprego, cargo ou função”. Além disso, de acordo com a CLT, se a empresa comprovar o assédio, o funcionário pode ser demitido por justa causa.

O que fazer? Como denunciar?

Antes de mais nada, vale dar uma olhada nesta cartilha feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com orientações sobre como proceder em casos de assédio moral e sexual.

Inicialmente, é preciso deixar muito clara a sua insatisfação com a postura de quem comete o assédio, seja firme ao dizer não, por mais que em algumas situações você se sinta envergonhada. Procure reunir testemunhas das situações de constrangimento e sempre evite situações em que você permaneça sozinha com o assediador em algum ambiente.

Reuna as provas que tiver do assédio. Conversas gravadas, bilhetes, emails. Telefonemas excessivos ou em horários impróprios também podem contar como indícios de assédio sexual.

Os caminhos são relatar as situações à chefia ou ao departamento de recursos humanos, informar o caso ao sindicato que te representa, prestar queixa na delegacia de mulheres (na falta dela pode ser em uma delegacia comum) e também registrar o fato na Superintendência Regional do Trabalho.

Lembre-se sempre, acima de tudo deve estar o seu bem-estar. Não esconda situações que estão te fazendo mal, não prejudique sua vida por causa do assédio de alguém. É preciso dar o primeiro passo para a violência recuar.

 

 

 

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