Depoimento da leitora: “eu gastava mais do que ganhava”

Depoimento da leitora: “eu gastava mais do que ganhava”

Cair nas ciladas do uso sem controle do cartão de crédito é uma situação que muitas de nós já vivemos e sabemos que não é tão simples encontrar uma solução. Para quem continua a se iludir com o acesso ao crédito, vale conferir a história da estudante de jornalismo Maria Julia Monteiro de Sá, nossa leitora e colaboradora de hoje! Leiam abaixo o relato que ela nos traz. 

A vida moderna trouxe uma série de comodidades e vantagens, estreitou distâncias e derrubou barreiras. Entre todas as ferramentas que são características de nossos tempos, os cartões de crédito, com certeza, merecem destaque. – Qual a forma de pagamento, moça?

­Com ele em mãos fica fácil pagar as contas durante todo o mês e ainda temos a possibilidade de parcelamento. Só sucesso, certo? Errado! E eu sou um exemplo (entre tantos) de que não fazer uso consciente do cartão de crédito traz sérios problemas financeiros.

Acho que a grande desvantagem dessa ferramenta é o fato de que ela nos transmite a ilusão de que podemos gastar à vontade, sem nos preocuparmos tanto, já que o dinheiro está à nossa disposição. Ledo engano moçoilas, não se iludam.

O início da cilada

No meu caso, tudo começou quando eu consegui meu primeiro emprego. Eu fiquei empolgada em saber que teria meu salário todo mês, um cartão de credito e poderia comprar tudo sem precisar pedir nada pra ninguém.  Ter roupas, sapatos e maquiagens de marcas famosas era o que mais me atraia na hora de gastar o dinheiro. As lojas facilitavam ainda mais quando forneciam diversas formas de pagamento que começavam a valer depois de 30 dias, parcelas em mais de 12 vezes sem juros e iam além do famoso cartão de crédito.

Cheguei ao ponto de gastar mais do que eu ganhava. E quando surgiram gastos de emergência, minha conta bancária nunca saia do vermelho. O pior era que eu acreditava que trocar de emprego e ganhar um salário mais alto seria a solução dos meus problemas.

Quem cai nessa, assim como eu, acaba excedendo os limites na hora das compras e, no fim do mês, vê que faltou dinheiro para quitar a fatura. E agora? Para quem correr? Eu quis ser independente.

como não cair nas armadilhas do cartão de crédito

Resultado: para não ficar endividada e fugir da cilada de realizar o pagamento mínimo – que gera uma bola de neve sem fim, podendo chegar a 700% no ano de acordo com um estudo da PROTESTE – eu precisei realizar um empréstimo.

A ideia do empréstimo só veio porque as dívidas começaram a preocupar não só a mim, mas também aos outros. O que eu tinha de limite para realizar as minhas loucuras, já não era o bastante para quitar as dívidas antigas. As cartas de contas atrasadas e cobranças chegavam constantemente.

A busca por uma solução

Parece fácil resolver todas essas dívidas com apenas um empréstimo, mas isso só foi possível porque conversei com o banco para renegociar todas as minhas pendências. Eu também tive que aceitar que tinha uma responsabilidade e que eu só resolveria meu problema se eu abrisse mão de tudo que gostava de fazer e passar a consumir de forma saudável, prezando sempre a necessidade e não a vontade de ter algo.

Hoje consigo me controlar e não faço mais compras compulsivamente, mas resolvi abrir mão de todos meus cartões de crédito e de lojas, até a minha dívida com o banco acabar. E agora pago, todo mês, cada prestação do meu empréstimo.

É claro que para quem sabe se planejar minuciosamente, o cartão de crédito tem suas vantagens. Claro que tem! Pagar as contas do mês com ele, por exemplo, permite ganhar mais tempo entre os vencimentos, além de acumular pontos no programa de recompensas da operadora do cartão.

No entanto, é importante ficarmos atentas às taxas que cada banco cobra por essa conveniência. Dependendo do valor da conta e do valor cobrado pelo seu banco, pode ser que não compense.

Consumo consciente

Com as informações certas e planejamento financeiro (sempre), é possível utilizar o cartão de crédito de forma saudável, pode apostar. No entanto, para quem não quer arriscar, a minha sugestão é o uso de cartões pré-pagos – coloco créditos e gasto só o que tenho – vantagem principalmente para quem, assim como eu, tem o hábito de comprar online, pois nem sempre os sites aceitam outras formas de pagamento além do crédito.

Eles me auxiliaram na organização e no controle financeiro, possibilitando comodidade sem surpresas negativas no fim do mês. Vou testando coisas novas, seguindo as dicas do Finanças Femininas, me planejando melhor e não compro por impulso. Não quero trocar minha independência por nada nesse mundo.

Desabafa!

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