Financiamento imobiliário: como funciona

Financiamento imobiliário: como funciona

Entre o sonho de comprar a casa própria e o prazer de concretizá-lo há o tão temido financiamento imobiliário. E não é para menos: mesmo com taxas de juros mais baixas do que a média do mercado, essa provavelmente será a maior e mais longa dívida que você fará na vida.

Antes de entrar de vez nessa empreitada, portanto, é fundamental pesquisar, fazer as contas e ter certeza de que está dando o passo certo. Confira a que ficar atenta se você realmente optar por fazer um financiamento.

O que ter em mente na hora de procurar um financiamento

Além de ter um poder enorme de complicar as suas finanças, no financiamento imobiliário há o risco de perda do imóvel em caso de atraso das parcelas. Por isso, é fundamental ter certeza de que o valor caberá no seu bolso para evitar a inadimplência. Ou seja, não vale a pena começar um financiamento se ao pagar cada parcela você ficar no limite do seu orçamento.

Além de garantir que poderá pagá-lo, é preciso também avaliar se o negócio valerá a pena. A coach financeira e fundadora do Finanças Femininas, Carolina Ruhman Sandler, orienta para a necessidade de entender o financiamento como uma combinação de fatores, que reunirá: taxa de juros, valor das parcelas e prazo de pagamento.

“Isso significa que é preciso fazer o cálculo de quanto você pagaria ao final por aquele imóvel. Pode ser que, mesmo com uma taxa de juros baixa, o prazo longo de financiamento acabe deixando o valor final muito alto.”

Com essas noções em mente, é hora de sair à procura do melhor financiamento para o seu bolso.

Escolha uma linha de crédito no financiamento bancário:

Minha Casa, Minha Vida

O Minha Casa, Minha Vida é o maior programa do Governo de incentivo à compra de imóvel. O programa apresenta taxas de juros diferenciadas e subsídios na compra, dependendo da faixa de renda na qual se enquadra a compradora.

Hoje, na faixa 1 do programa, a renda familiar máxima é de R$ 1.800 ao mês e até 90% do valor do imóvel pode ser subsidiado. Na faixa 1,5, a renda máxima é de R$ 2.600 com juros de 5% ao ano. Na faixa 2, a renda é de no máximo R$ 4 mil com juros de 7% e, na faixa 3, a maior do programa, a renda familiar deve ser de até R$ 9 mil, com taxa de juros de, no máximo, 9,16% ao ano.

O preço máximo dos imóveis é de R$ 240 mil – válido para as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal -, valor que diminui conforme o tamanho da cidade e região do País.

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SFH

Agora, se o imóvel que você deseja comprar custa até R$ 1,5 milhão, hoje você pode comprá-lo por meio do SFH (Sistema Financeiro de Habitação), que oferece taxas mais atrativas do que outras operações imobiliárias – embora mais altas que as do Minha Casa, Minha Vida. “Também é possível a usar o dinheiro do FGTS na compra. Essa pode ser uma grande ajuda” orienta Carolina.

Acima desse valor de imóvel, as taxas de juros são negociadas caso a caso.

Escolha entre a tabela SAC e Price:

Também é preciso optar por um sistema de amortização da sua dívida. A tabela Price é aquela em que o valor da parcela permanece o mesmo durante todo o financiamento. Apesar de parecer mais fácil entendê-la, entretanto, essa nem sempre é a melhor opção em comparação à tabela SAC.

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Isso porque na SAC você começa pagando um valor maior no começo do financiamento e ele vai sendo reduzido ao longo do tempo – até o momento em que a parcela fica menor do que a paga na Price. A grande vantagem dessa opção é que, colocando mais esforço no início, você poderá economizar no pagamento de juros e ainda reunir mais dinheiro para tentar adiantar parcelas e diminuir o prazo de pagamento.

Mas, claro, a melhor opção sempre será aquela que cabe no seu bolso. Por isso, a SAC só é uma boa opção para quem realmente consegue pagar as parcelas mais altas.

Quer saber mais?

Se você está se planejando para comprar a casa própria, um novo curso do Finanças Femininas pode ajudá-la a realizar esse sonho. Em “Como juntar dinheiro para comprar a casa própria”, além de explicar tudo o que você precisa considerar no financiamento, a Carol também fala sobre como juntar dinheiro, escolher um imóvel e fazer todas as contas para concretizar esse plano sem prejudicar as finanças.

 

Fotos: Shutterstock

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Mariana Ribeiro

Jornalista com sotaque e alma do interior. Longe das finanças, passa o tempo atrás de música brasileira, rolês baratos e ônibus vazios. Acredita que o mundo seria outro se as pessoas tentassem se ver.
Fale comigo! :) mariana@financasfemininas.com.br

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