Fique íntima dos Fundos de Investimento

Fique íntima dos Fundos de Investimento

O que você imagina quando pensa em Fundos de Investimento? De certo as palavras são complexas e você pode ficar empacada tentando encontrar um significado. Pare de fazer a desconectada do mundo de negócios e entenda como eles funcionam e o que você precisa saber para compreender as diferenças entre eles!

Imagine uma sala de aula cheia de pessoas. Cada uma delas tem um objetivo de aplicar o dinheiro e fazer a quantia render. Se elas têm perfis parecidos na hora de tomar risco e estão dispostas a deixar aquele dinheiro rendendo durante um certo período de tempo, sem precisar dele para outros gastos, elas poderiam montar um fundo de investimento conjunto. Cada uma dá uma quantia e, por meio de um rendimento no mercado financeiro, conseguem fazer mais dinheiro juntos.

Cada pessoa desse grupo é chamada de cotista. Ou seja, cada pessoa investe uma quantia de dinheiro que pode. E o lucro é divido por cotas individuais, de acordo com o valor do investimento feito inicialmente.

No entanto, existem diversos tipos de fundos com vários perfis diferentes. Eles vão depender do nível de risco que você quer assumir, do prazo do investimento e dos tipos de ativos em que eles investem. Segundo a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), os Fundos são classificados em: Curto Prazo, Referenciados, Renda Fixa, Multimercados, Ações e Cambiais. Cada um tem suas características e regras.

Fundo Curto Prazo – Esse investimento é exclusivo em títulos públicos e acompanham as taxas de juros do país. O rendimento não varia muito e depende basicamente da Selic e dos empréstimos feitos no banco medida pela CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Oferecem pouco risco e é possível resgatar a curto prazo, por isso o nome. Antes de ficar animada e resolver aplicar todo seu dinheiro neste tipo de fundo, tome cuidado e veja como anda a inflação – se ela estiver maior do que o retorno do fundo, você acaba perdendo dinheiro no final do mês.  

Fundo Referenciado DI – É também uma aplicação considerada mais segura segura, porque a maioria dos títulos dessa categoria são públicos federais ou de empresas privadas com baixos riscos de queda. O rendimento acompanha as mudanças de taxas do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Porém, a época ideal para fazer o investimento nesses fundos são quando os juros sobem – por isso, fique atenta a este tipo de fundo no momento atual, quando os juros estão baixos e a inflação, alta.

Fundo Renda Fixa – Este tipo de fundo é como se fosse um empréstimo que fazemos para governos e empresas. Os Fundos de Renda Fixa aplicam o seu dinheiro em títulos de países e empresas, que pagam juros. No entanto, existem alguns tipos diferentes de títulos de renda fixa. Eles podem ter uma taxa prefixada (definida na hora da aplicação: você já sabe quanto vai ganhar de antemão) ou pós-fixada (o rendimento da aplicação está vinculado a algum indicador, como um índice de inflação, por exemplo, e você só sabe o retorno na hora do vencimento). Para entender melhor sobre este tipo de investimento, você pode conferir esta matéria que fizemos sobre o assunto!

Fundo Multimercado – Essa pode ser uma boa opção para o momento atual, de juros baixos e inflaçãõ alta, pois ele combina vários tipos de ativos, como títulos de renda fixa, moedas, ações e outros. Ao diversificar os investimentos, você geralmente evita altos riscos. No entanto, para investir num Fundo Multimercado, você precisa estudar um pouco e entender bem os mercados nos quais você irá aplicar. Por isso, não hesite em tirar todas as suas dúvidas antes de tomar uma decisão!

Fundo de Ações – São fundos que compram ações de empresas negociadas na Bolsa de Valores, como Petrobras, Vale, Itaú…. Para investir neste tipo de fundo, você precisa acompanhar o noticiário econômico e das empresas brasileiras, para saber entender como elas estão performando e quais são as perspectivas de os preços subirem. São dois principais tipo de fundos: passivos e ativos. Como o próprio nome diz, o passivo segue um índice de referência, como o Ibovespa, que acompanha algumas ações selecionadas negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo. Já nos ativos, é o gestor do investimento que decide quais ações irá comprar, dentro da política definida pelo fundo. São investimentos de longo prazo, então nem pense em sair vendendo quando os preços caírem – para este tipo de aplicação, precisa ter estômago forte!

Fundo Cambial – O dinheiro neste fundo rende de acordo com a variação das moedas dos diferentes países. Tudo depende da valorização ou desvalorização da moeda estrangeira ante a nossa moeda, ou outras moedas definidas. Dessa forma, são feitas aplicações em dólares, euros, libras, reais… Ideal para deixar o dinheiro paradinho por um longo tempo.

O bom de investir em fundos é que podemos escolher mais de uma opção entre eles. Outro benefício é que você tem gestores qualificados para controlar os rendimentos e monitorar o trabalho. Por isso, tome cuidado e conheça bem o seu gestor e busque referências sobre ele, antes de decidir colocar o seu dinheiro para ele aplicar. Antes de investir em fundos de investimento, sempre leia os regulamentos e entenda bem em quais ativos o gestor vai aplicar – só assim você consegue saber o risco que está correndo!

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carolinaruhman

carolinaruhman

Fundadora e CEO do site, coautora do livro “Finanças femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015). É também palestrante sobre finanças para mulheres e empreendedorismo feminino e palestrou no TEDxSP

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