Geração que trabalha muito e ganha pouco

Geração que trabalha muito e ganha pouco

O seriado Girls transmitido pela HBO mostra a realidade de quatro amigas nova-iorquinas, mas que é muito comum à de muitos jovens brasileiros: a dificuldade de construir a sua independência financeira. A personagem principal, Hannah Horvath (Lena Dunham), é uma jovem no auge dos seus vinte e poucos anos que tenta ser uma escritora de sucesso. Sua vida vira de ponta cabeça quanto seus pais a procuram dizendo que não vão mais a ajudar financeiramente.

Hannah já está formada, trabalha bastante e ganha mal. Devido às circunstâncias, a garota é obrigada a procurar um emprego que pague melhor (por mais que não seja na sua especialização) e passe a se bancar sozinha.

A geração atual dos jovens de 20 anos tem muitas dificuldades para encontrar empregos bons com salários altos. Com carreiras criativas, trabalham por longas horas, porém sem ganhar muita coisa. História bem parecida com a de Hannah.

Salários baixos
“Sou  formada em jornalismo. Quando me formei estava louca para arranjar um trabalho na área. Fui ligando em várias redações até que consegui uma vaga! Era em uma importante rede de televisão. O único problema é que teria que trabalhar três meses de graça. Nessa hora pesei na balança e não aceitei o emprego”, Alice D., 22 anos.

Essa é a proposta de grande empresas. Para contratarem, fazem um período teste em que não pagam salário e cobram do estagiário disponibilidade de um contratado. Nessas ocasiões veja se vale a pena assumir o risco.

Por mais que não receba um salário, o aprendizado e pode contribuir (e muito) para sua carreira. Se for topar o desafio, faça os cálculos e estipule um prazo para trabalhar dessa forma. Pergunte ao seu superior qual é o esquema da vaga e o que vai aprender nesse período.

Se sentir dúvidas, questione com algum professora da faculdade, peça ajuda para quem confia e analisem juntos se vale a pena mesmo aceitar a proposta.

Conectados 24 horas
“Me formei há dois anos e trabalho num escritório de contabilidade. Amo o que eu faço e sou totalmente viciada em trabalho. Mesmo depois que saio do escritório, checo os e-mails no meu iPhone. Assim fico menos neurótica e sinto que tenho controle de tudo. Tenho a sensação de que sou insubstituível, mesmo sabendo que a realidade é totalmente oposta”, Monica L., 25 anos.

A característica do jovem dessa geração é a tecnologia. Estar conectado 24 horas por dia é comum para essas pessoas. Seja lazer ou trabalho, estão sempre trocando emails e checando as redes sociais. Gastam horas navegando ou tratando de assuntos profissionais nas folgas e até nas férias. A fronteira entre trabalho e prazer acaba ficando meio obscura…

Aprenda a separar o momento de trabalho e de descanso, por mais que goste do que faz. Não ter limites prejudica o seu descanso e, se permanecer desse jeito, vai acostumar com a rotina. A falta de limites atrapalham o desenvolvimento pessoal. Reveja suas atitudes e aprenda a ficar off um pouco.

Otimismo profissional
“Por mais que eu trabalhe a maior parte do dia e adoro o que eu faço, meu salário ainda não é o que eu espero. Quero trabalhando na área e procuro sempre me aperfeiçoar. Acredito que esse seja o segredo para ter uma carreira de sucesso”, Danielle J., 23 anos.

Nada melhor do que fazer o que você gosta – esta é o melhor caminho para o sucesso profissional. Mesmo antes de entrar na faculdade, você pode focar nas suas paixões e talentos e buscar cursos paralelos ou técnicos. Busque o máximo de informações e acerte na escolha.

Todo esforço é válido desde que se tenha a certeza de que está trilhando o caminho ideal. Mesmo depois de formada, se mantenha reciclada profissionalmente e busque novos horizontes para se manter na área.

Conte pra gente o que você acha da sua geração e compartilhe dicas para ter sucesso no trabalho. 

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carolinaruhman

carolinaruhman

Fundadora e CEO do site, coautora do livro “Finanças femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015). É também palestrante sobre finanças para mulheres e empreendedorismo feminino e palestrou no TEDxSP

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