Guia: Como investir em Tesouro Direto

Guia: Como investir em Tesouro Direto

Uma das maiores dúvidas das nossas leitoras é sobre o Tesouro Direto: vale a pena? Quanto investir? Como investir? Quanto custa? Preparamos então este guia, com tudo o que você queria saber sobre este tipo de aplicação. Assim você vai poder avaliar se faz sentido e se esquematizar para começar a investir!

Se você não conhece o Tesouro Direto, saiba que este é um investimento considerado conservador e que pode trazer bons rendimentos. Mas antes de escolher qual aplicação comprar, você deve entender como funciona e quanto custa. Para isso, pesquise quais serão as taxas cobradas, os prazos dos títulos e qual será mais indicado para o seu caso.

Você pode começar a investir no Tesouro Direto com títulos que custam R$ 30 (e podem chegar a R$ 1 milhão). O melhor benefício é que você pode fazer todas as transações pela internet, em um sistema super simples. Mas como em tudo do mercado financeiro, você tem que entender bem antes do que se trata, antes de sair comprando e vendendo títulos.

Ao mesmo tempo que tem toda essa facilidade de investir pela internet, fica fácil se perder nos nomes, taxas e juros cobrados nas compras. Por mais que o site oficial do Tesouro Direto seja fácil de acessar, conforme vai avançando você pode se perder. Porém, isso tende a melhorar com o passar do tempo e conforme você aprende mais sobre o assunto.

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O importante é não desanimar e colocar sua grana pra render. É fácil organizar tudo e começar, porque você sabe exatamente quanto o seu título vai te dar de lucro no tempo escolhido. O mais importante para você lembrar é que o Tesouro Direto é um investimento de longo prazo, cujos prazos de resgate podem ser longos – então você precisa pensar por quanto tempo você pode deixar o seu dinheiro aplicado, sem precisar dele.

Ficou interessada? Confira então o nosso guia!

O que é Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um programa de venda de títulos públicos a pessoas físicas pela internet. Qualquer um pode investir, basta ter um CPF e uma conta corrente. Existem vários tipos de títulos, que correspondem a pequenas partes da dívida pública brasileira. Como o risco de o Brasil dar um calote é baixo, o risco dos títulos também é. Você pode tanto esperar o vencimento do título, quanto vendê-lo se precisar do dinheiro. Mas um alerta: se você vender o papel em tempos de volatilidade e instabilidade, pode acabar perdendo dinheiro. Por isso, tenha sempre em mente que investir no Tesouro Direto é algo de longo prazo. Vale destacar que é um investimento conservador, tem bons rendimentos e tem baixas taxas.

Como comprar um título?

O primeiro passo é fazer um cadastro numa corretora de investimentos – pode ser inclusive a do seu banco. Por precaução, escolha as de maior confiança e busque referências. Você encontra aqui a lista de instituições financeiras cadastradas. Olhe com cuidado, pois algumas corretoras não cobram taxa de administração (a única taxa obrigatória entre todas é o 0,3% de custódia). Cadastro feito, você vai receber uma senha por email que vai te dar acesso à área exclusiva do Tesouro Direto. Agora é só escolher o melhor papel.

Como eu ganho dinheiro com o Tesouro Direto?

Você tem duas opções: comprar títulos que pagam ou não juros semestrais. A vantagem de receber juros semestrais é que você passa a receber uma renda do papel. Por outro lado, que opta por títulos sem juros semestrais acaba ganhando mais dinheiro na data de vencimento – por causa dos juros compostos, que se acumulam e são cobrados sobre o valor que você investiu e também sobre os rendimentos. Por isso escolha bem. Se você não vai precisar daquele dinheiro antes do vencimento do papel, vale a pena optar por títulos sem juros semestrais. E se você precisar do dinheiro antes, pode recorrer vender os seus títulos nos leilões de recompra que acontecem todo dia – tome cuidado para não vender o papel em momentos de muita volatilidade e acabar perdendo dinheiro.

Quais são os custos de investir no Tesouro Direto?

Além da taxa de custódia de 0,3% ao ano, algumas corretoras cobram também taxa de administração – vale fugir deste tipo de cobrança. Para ver quais instituições cobram taxa de administração, você pode conferir este ranking. Para escolher a sua corretora, veja bem qual é a taxa de administração que ela cobra, mas não olhe apenas para isso e procure conferir se é uma instituição segura.

Já o Imposto de Renda é cobrado na hora da venda, no pagamento do cupom de juros ou no vencimento do título. A tabela do IR é progressiva: de 22,5% para aplicações de até 180 dias, até 15% para mais de 720 dias. Além do IR, você também é cobrada de Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), para resgates da aplicação em menos de 30 dias. Por isso, fique esperta com os prazos do investimento!

Posso ficar tranquila e investir em Tesouro Direto sem medo?

Como em todo investimento, há risco de perda. Você precisa sempre olhar e saber notícias sobre a economia e como está rendendo, principalmente se o seu título for atrelado a algum índice, como uma taxa de juros ou de inflação. Por outro lado, fora de tempos de turbulência no mercado financeiro, os títulos variam pouco e tem baixos riscos de perda.

Como escolher um título?

Parece uma sopa de letrinhas, mas para te ajudar, você pode conferir este simulador do próprio site do Tesouro. Ele permite que você lance as suas preferências e já te traz os papeis mais indicados para o seu perfil. Para saber quanto você pode ganhar, confira esta calculadora.

Entenda as diferenças entre os títulos:

Tesouro Prefixado (LTN) – É um investimento que você sabe qual será o valor quando escolher resgatar. Neste você só aplica e só se preocupa com o resgate da ação. Tome cuidado, pois apesar de parecerem mais seguros, em geral os títulos prefixados são mais arriscados. Imagine que você comprou um papel que vai render 10% ao ano em junho, mas a taxa Selic sobe em julho para 15%. Você vai ganhar seus 10%, menos do que os 15% que ganharia em um papel atrelado à Selic. Por isso, cautela!

Tesouro Selic (LFT) – É o título com rentabilidade diária vinculada à taxa de juros básica da economia (taxa Selic). Por estar vinculada à Selic, você precisa ficar atenta às variações e principalmente os altos e baixos desses juros.

Tesouro IPCA+ (NTN-B) – É o papel que acompanha a evolução da inflação, medido pela taxa do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, considerada a taxa oficial de inflação do País), acrescida de juros definidos na hora da compra. Também precisa de atenção e estudo da inflação.

Para saber mais, visite o site do Tesouro Direto.

Você gostou? Ficou alguma dúvida? Aplica já no Tesouro Direto? Conte nos comentários!

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carolinaruhman

Fundadora e CEO do site, coautora do livro “Finanças femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015). É também palestrante sobre finanças para mulheres e empreendedorismo feminino e palestrou no TEDxSP

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