Impostos de começo de ano: organize-se para pagar

Impostos de começo de ano: organize-se para pagar

Ano novo, vida nova e, infelizmente, impostos velhos. Todo mundo sabe que janeiro é uma época cheia de gastos e, mesmo assim, pouca gente realmente se prepara para eles. Tenha você se planejado com antecedência ou não, mostramos a seguir como você pode se organizar para pagar o IPTU e o IPVA sem se enrolar.

Quando pagar a vista

Se você fez a lição de casa e juntou dinheiro o ano inteiro para encarar os impostos, parabéns! A grande vantagem de pagá-los em uma tacada só é aproveitar os descontos que as prefeituras oferecem. Em São Paulo, o IPTU sai 5% mais barato e, no Rio de Janeiro, 7%. Já o IPVA tem desconto de 3% e 8% nas duas capitais, respectivamente. Porém, essa alternativa só é válida se você tiver certeza absoluta de que não comprometerá o orçamento da família. Também é preciso saber se vale a pena tirar dinheiro de um investimento para quitar a conta – para tanto, basta comparar os juros da prestação com a rentabilidade de sua aplicação.

Quando parcelar

Caso você não tenha se planejado ao longo do ano anterior, essa é a melhor alternativa. “Neste caso, quitar os impostos a vista pode levá-la a atrasar as demais contas da família, como aluguel e supermercado”, alerta o educador financeiro Farney Coutinho. Tome cuidado para que as prestações também não comprometam seu orçamento. Se você segue o sistema 50/30/20, encaixe essas despesas nos 50% da renda líquida dedicados aos gastos essenciais.

Estou endividada, e agora?

Aqui, vale a dica de ouro: revise todos seus gastos mensais e veja onde é possível fazer cortes. “Estas mudanças são inevitáveis para ficar no azul e para que as parcelas dos impostos e demais despesas possam entrar no orçamento sem gerar mais dívidas”, afirma. Se você perceber que as contas ficarão apertadas demais, vale procurar o credor e renegociar o débito para que ele caiba no bolso. Ensinamos você a renegociar sua dívida aqui.

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Vale a pena pedir empréstimo?

Depende. Essa atitude só é vantajosa se você conseguir um crédito cujo CET seja menor do que os juros cobrados pelo governo no parcelamento dos impostos – créditos consignados costumam oferecer as menores taxas. Também é preciso observar se as parcelas do empréstimo cabem no seu orçamento mensal e se você conseguirá bancá-las ao mesmo tempo em que junta um dinheirinho para evitar o mesmo problema no ano seguinte. Outro cuidado é não parcelar a nova dívida em mais de 12 vezes, do contrário, você já começará o ano seguinte presa a dívidas do passado. Vale lembrar que o empréstimo é uma medida emergencial e não deve ser uma prática recorrente, ok?

Organize-se para o próximo ano

Muitas vezes o orçamento apertado complica a tarefa de poupar, mas o esforço vale a pena – afinal, descontos são sempre bem-vindos, não é mesmo? Então, comece a se programar para pagar seus impostos a vista o quanto antes. Basta somar o IPTU, IPVA e outras despesas sazonais de início de ano, como material escolar e matrículas. Divida o total por 12 e você terá o valor a ser poupado mês a mês para que, no próximo ano, você possa bancar todas essas contas em uma tacada só.

Fotos: Shutterstock

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