Inflação de 12 meses tem o menor resultado desde 1999

Inflação de 12 meses tem o menor resultado desde 1999

Depois de uma queda de 0,23% em junho, o IPCA, índice do IBGE que mede a inflação oficial do País, apresentou alta de 0,24% em julho. Mesmo assim, o resultado acumulado dos últimos 12 meses está em 2,71% – o menor valor registrado para o período desde fevereiro de 1999, quando ficou em 2,24%. No ano, o IPCA está em 1,43% e, em julho do ano passado, registrou 0,52%.

A variação de preços de produtos básicos tem um impacto direto sobre o bolso da consumidora. Confira, então, quais foram os itens que mais tiveram impacto nos preços em julho.

O que ficou mais caro

Entre os grupos que puxaram o resultado do IPCA para cima destaca-se Habitação, com aumento de 1,64%. O impacto veio principalmente de energia elétrica, que variou 6% no mês, e taxa de água e esgoto, que subiu 1,21%.

O grupo Transportes também influenciou bastante o resultado, com variação de 0,34%. Aqui, destacam-se os combustíveis, com alta de 0,92% – o litro do etanol ficou 0,73% mais caro e da gasolina, 1,06% -, e as tarifas de ônibus intermunicipais, que subiram cerca de 2,15%.

Outros grupos com alta foram Saúde e Cuidados Pessoais (0,37%) e Despesas Pessoais (0,36%).

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Pelo lado das quedas, o grupo Alimentação e Bebidas, que tem um impacto de 25% sobre as despesas familiares, apresentou redução de 0,47% nos preços. Esse foi o terceiro mês consecutivo de variações negativas.

Entre os alimentos que ficaram mais baratos podemos destacar: batata-inglesa (-22,73%), feijão-fradinho (-7,11%), feijão-carioca (-5,39%), açúcar cristal (-3,53%), leite longa vida (-3,52%), açúcar refinado (-2,62%), pescado (-2,54%), frutas (-2,35%) e hortaliças (-2,28%).

Já entre os que ficaram mais caros, destacam-se: limão (28,8%), tomate (16,90%), cebola (11,70%), quiabo (8,99%), manga (7,29%), goiaba (5,81%), feijão-preto (5,44%), farinha de arroz (5,34%) e abacate (4,75%).

Outros grupos que apresentaram queda foram Vestuário (-0,42%), Artigos de Residência (-0,23%), Educação (-0,02%) e Comunicação (-0,02).

 

Fotos: Shutterstock

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