Inflação de setembro é a menor para o mês desde 1998

Inflação de setembro é a menor para o mês desde 1998

A inflação oficial do País, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, deu sinais de desaceleração e variou 0,08% em setembro, bem abaixo dos 0,44% de agosto. O resultado foi o menor para o mês desde 1998.

O índice acumula 5,51% no ano – abaixo dos 7,64% registrados no mesmo período do ano passado. Considerando os últimos 12 meses, a taxa está em 8,48% – também abaixo dos 8,97% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2015, o IPCA havia ficado em 0,54%.

Abaixo trazemos os grupos e produtos que ficaram mais caros e mais baratos em setembro. Fique de olho na variação dos preços e economize.

O que desacelerou
O grupo dos alimentos, que há meses puxa a inflação para cima, apresentou a maior queda entre os nove grupos analisados, ficando em -0,29%. No ano, o grupo acumula alta de 8,80%.

Apesar da redução, é preciso ficar atento para não comprometer o orçamento: considerando os alimentos para consumo em casa, a queda foi de 0,60%, enquanto a alimentação fora de casa subiu 0,33%.

Entre os alimentos que ficaram mais baratos estão: batata-inglesa (-19,24%), leite longa vida (que após subir sistematicamente no ano, teve redução de 7,89% nos preços), alho (-7,45%), cenoura (-5,34%) e feijão-carioca (-4,61%). No ano, o feijão-carioca ainda acumula alta de 125,67%.

Em contrapartida, tiveram alta os alimentos: leite condensado (8,26%), leite em pó (5,64%), farinha de mandioca (3,40%), cafezinho (2,17%), chocolate e achocolatado em pó (2,00%) e queijo (1,92%). Destacou-se em setembro o item carnes, que teve aumento de 1,43% nos preços – e com a participação de 2,70% no orçamento das famílias, gerou impacto de 0,04 pontos percentuais na inflação, o mais elevado do mês.

Outros grupos que apresentaram queda foram artigos de residência (-0,23%) e transportes (-0,10%). As passagens aéreas (-2,39%), os automóveis usados (-1,50%) e a gasolina (-0,40%) foram as principais influências nos transportes. Nos artigos de residência, as influências em queda vieram de TV, som e informática (-1,15%) e mobiliário (-0,65%).

Três grupos apresentaram desaceleração nas taxas de preços: o grupo saúde e cuidados pessoais foi de 0,80% em agosto para 0,33% em setembro, despesas pessoais de 0,96% para 0,10% e educação de 0,99% para 0,18%.

inflacao_setembro_interna

O que acelerou
Entre os grupos que ficaram mais caros em setembro destacou-se habitação, com elevação de 0,63%. O produto que mais pressionou os preços foi o botijão de gás (3,92%) – com o maior impacto individual no índice do mês, 0,04 pontos percentuais ao lado do item carnes. Condomínio (0,91%) e mão de obra para pequenos reparos (0,87%) também se destacaram.

O grupo vestuário apresentou um aumento nos preços de 0,15% em agosto para 0,43% em setembro e comunicação foi de uma queda de 0,02% para uma elevação de 0,18%.

Outros itens que tiveram forte impacto na inflação do mês foram excursão (2,09%), alimento para animais (1,42%), calçados (1,23%), cabeleireiro (1,19%), plano de saúde (1,07%), ônibus intermunicipal (0,88%), empregado doméstico (0,87%), etanol (0,83%), emplacamento e licença (0,81%), manicure (0,69%) e telefone fixo (0,63%).

 

Fotos: Shutterstock

Gostou do nosso conteúdo? Clique aqui e assine a nossa newsletter! 

Desabafa!

Se você tem alguma dúvida sobre sua vida financeira ou uma boa história sobre dinheiro para contar pra gente, mande através do formulário abaixo.

Dúvidas enviadas através desse formulário não serão respondidas individualmente por e-mail.

O conteúdo da sua mensagem poderá ser utilizada em nossas matérias. Caso você prefira não ter o seu nome identificado, é só selecionar a opção "Mensagem Anônima".

personNome

personSobrenome

Mensagem anônimainfoSim

local_post_officeEmail:

commentMensagem: (obrigatório)

Este conteúdo foi útil para você?

Financas Femininas

Finanças Femininas

Sua independência financeira depende de você, com uma ajudinha nossa.

close