Inflação tem o menor resultado para o mês desde 2010

Inflação tem o menor resultado para o mês desde 2010

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País, ficou em 0,19% em agosto – abaixo dos 0,24% registrados em julho e dos 0,44% de agosto do ano passado. O resultado foi o menor para o mês desde 2010.

No acumulado do ano, o índice medido pelo IBGE está em 1,62% – a variação mais baixa desde o Plano Real. Se considerados os últimos 12 meses, o registro de 2,46% também é o menor desde fevereiro de 1999.

Abaixo você confere os itens que mais impactaram a inflação em agosto.

O que ficou mais caro

O grupo com aumento mais significativo de preços em agosto foi Transportes, com alta de 1,53%. Os combustíveis apresentaram a maior variação positiva, de 6,67% – já que o litro da gasolina subiu 7,19% e do etanol, 5,71%. As passagens aéreas, por outro lado, ficaram 15,16% mais baratas.

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais registrou alta de 0,41%. Nele, destacam-se os planos de saúde, que ficaram 1,05% mais caros. Também tiveram aumento Educação (0,24%), Vestuário (0,29%) e Artigos de Residência (0,20%).

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Já entre os grupos que apresentaram alta, mas com desaceleração em relação a julho estão: Habitação, que passou de 1,64% no mês anterior para 0,57% em agosto, e Despesas Pessoas, de 0,36% para 0,29%. No primeiro, destacam-se as tarifas de energia elétrica, com aumento de 1,97%, e taxa de água e esgoto, com 1,78% de variação.

O que ficou mais barato

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O grupo Alimentação e Bebidas apresentou queda nos preços pelo quarto mês consecutivo e registrou redução de 1,07% em agosto. O resultado se deve principalmente aos alimentos para consumo em casa, que recuaram 1,84%. A alimentação fora de casa, por outro lado, subiu 0,35%.

Entre os alimentos que ficaram mais baratos, estão: feijão-carioca (-14,86%), morango (-14,63%), tomate (-13,85%), feijão-mulatinho (-11,31%), manga (-8,14%), alface (-6,94%), feijão-preto (-6,36%), açúcar cristal (-5,90%), leite longa vida (-4,26%) e carnes (-1,75%).

Já entre os que ficaram mais caros, destacam-se: limão (12,72%), quiabo (12,04%), pimentão (9,87%), maracujá (9,23%), abóbora (8,40%), abacate (4,92%), banana-da-terra (4,51%), inhame (3,54%) e mandioquinha (3,14%).

O grupo Comunicação também ficou 0,56% mais barato. O resultado foi influenciado pelas contas de celular, que apresentaram queda de 0,57%.

 

Fotos: Shutterstock

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Mariana Ribeiro

Jornalista com sotaque e alma do interior. Longe das finanças, passa o tempo atrás de música brasileira, rolês baratos e ônibus vazios. Acredita que o mundo seria outro se as pessoas tentassem se ver.
Fale comigo! :) mariana@financasfemininas.com.br

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