Investimentos promissores para 2017

Investimentos promissores para 2017

Poupar é a chave para realizar os seus sonhos. A passagem de um novo ano pode ser um bom momento para escolher um investimento mais promissor para colocar o seu dinheiro ou mesmo tomar a decisão de iniciar a sua reserva financeira, se você ainda não começou. Pensando nisso, separamos algumas dicas de investimentos para 2017.

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A escolha de uma boa aplicação financeira está intimamente ligada aos seus objetivos e perfil de investidora. Ao mesmo tempo, entretanto, é fundamental acompanhar o cenário econômico do País para tomar boas decisões.

Neste ano, observamos a taxa básica de juros da economia (Selic), iniciar um processo de redução – relacionada, principalmente, ao controle da inflação. De 14,25%, ela foi reduzida para 14% em outubro e para 13,75% em novembro. Essa queda tem impacto direto sobre a rentabilidade dos investimentos em renda fixa, como Tesouro Direto, CDBs e LCIs, por exemplo. “Para o próximo ano, há a perspectiva de novas reduções nos juros”, defende Mario Rodriguez Amigo, professor financista da Faculdade Fipecafi, e esse corte tem impacto principalmente sobre os investimentos de curto e médio prazo.

Já para prever o comportamento dos juros no longo prazo, é preciso levar em consideração diversos outros fatores, mais estruturais. “Hoje, temos várias incertezas que vão além da queda de juros no País. Há algumas aprovações importantes em jogo na política, que podem sinalizar ao investidor estrangeiro que o País está preocupado em reorganizar suas despesas. Há espaço para uma queda mais sustentável nos juros, mas ainda há muitos riscos envolvidos”, explica Amigo. A dificuldade de antecipar esses fatores acaba trazendo mais incerteza para os investimentos de longo prazo.

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Isso significa que, apesar da perspectiva de redução da Selic para o ano que vem, os investimentos de curto e médio prazo se comportam de maneira mais previsível e acabam dando mais segurança ao investidor – é importante considerar também que a taxa continua bastante atrativa à renda fixa. Na hora de fazer a sua opção de investimento, entretanto, não deixe de considerar os seus objetivos: esperando o momento certo para resgatar o valor, os investimentos com vencimentos mais distantes também podem oferecer boas opções.

Na opinião da professora da FGV e planejadora financeira, Myrian Lund, se o seu perfil de investidora é conservador, a renda fixa permanece a opção mais segura. “Vemos muitas indefinições nacionais e internacionais. Priorize a renda fixa, que está ainda com taxas altas comparativamente à inflação.” Mas, dependendo da sua predisposição ao risco e conhecimento na área, pode optar também por aplicar parte do patrimônio em produtos mais ousados, como é caso das ações.

Amigo explica que o mercado de ações pode oferecer uma boa oportunidade de ganho em relação à renda fixa, mas é preciso estar consciente dos riscos. “Essa diversificação exige mais qualificação e acompanhamento por parte do investidor. É preciso trabalhar com um prazo maior e esperar o momento certo para tomar decisões,” explica. Para quem deseja explorar esse mercado, os fundos de investimento podem ser boas opções para começar. No entanto, para que o investimento neles compense, é preciso colocar na ponta do lápis quanto será descontado da rentabilidade com as taxas de administração.

Sugestões dos especialistas para a renda fixa:

Curto prazo (até um ou dois anos)
CDB (próximo ao CDI)
LCI (acima de 90% do CDI)
Fundos de renda fixa (cuidado com a taxa de administração)
Tesouro Direto – Indexado à Selic (procure corretoras que não cobrem taxa de corretagem)

Médio prazo (até cinco anos)
Além dos investimentos acima:
Tesouro Direto – Prefixado
Tesouro Direto – indexado ao IPCA com vencimento em 2019

Longo prazo (acima de cinco anos)
Tesouro Direto – indexado ao IPCA com vencimentos variados
Previdência complementar (cuidado com a taxa de administração)

 

Fotos: Shutterstock

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