Já ouviu falar em seguro divórcio?

Já ouviu falar em seguro divórcio?

Se na hora de casar o sofrimento para arcar com as despesas da festa e da cerimônia é compensado pela alegria do casal, o divórcio intensifica o peso da separação com custos ainda mais elevados. De olho nesse dilema, o mercado norte-americano oferece aos casais um seguro divórcio, visando justamente cobrir despesas com honorários, um novo imóvel para quem vai de casa, entre outros custos.

Segundo informações do portal Infomoney, o produto foi criado por John A. Logan, com base em sua experiência pessoal. O divórcio teria lhe causado um grande rombo financeiro e ele resolveu elaborar uma alternativa para os casais que passam pelo mesma experiência.

O modelo de seguro ainda não existe no mercado brasileiro, mas poderia ser muito útil para resguardar o patrimônio, para ambas as partes. O ponto polêmico no produto, no entanto, diz respeito ao prazo para aquisição do seguro. Para evitar que os casais optem pelo seguro somente quanto estão à beira do divórcio, fica estabelecido um período de 4 anos de carência.

O grande problema, neste caso, é que a apólice provavelmente seria feita em um momento em que o casal está bem e a contratação do seguro poderia iniciar uma rusga entre os cônjuges, pelo clima de desconfiança.

como aceitar o divórcio?

Lidando com o divórcio

Enquanto o seguro divórcio não chega ao Brasil, os casais em processo de separação precisam passar pelo desafio de equilibrar os desafetos e as mágoas com a forma mais racional de resolver as pendências entre si, evitando prejuízos e ainda mais sofrimento para os dois lados.

Se todas as tentativas de salvar o casamento tiverem fracassado, a melhor saída é tentar o divórcio consensual. Este tipo de solução resguarda o casal de uma série de desgastes, tendo em vista que, como é um desejo de ambas as partes, o juiz precisa apenas homologar a decisão. Ainda assim é preciso a presença de um advogado, mas os procedimentos costumam ser mais simples porque não existem interesses em conflito.

Desde 2007, quando foi criada uma lei para dar agilidade aos processos de divórcio, casais que optarem pelo modo consensual podem fazer isso no cartório, exceto se tiverem filhos menores de idade ou incapazes. Neste caso é preciso que o divórcio seja feita em juízo, com a presença de um representante do Ministério Público, para que os direitos dos filhos sejam garantidos.

Nos casos em que há litígio, ou seja, em que o casal discorda em praticamente tudo, o processo costuma ser mais trabalhoso e o divórcio pode demorar um pouco mais para acontecer. Neste contexto, o ideal é certificar-se que o advogado que irá contratar seja realmente especialista nesta área. Isso porque um advogado que aceite causas diversas mas que não tenha especialização neste tipo de caso, pode fazer com que o processo demore mais, solicitando atos desnecessários.

De repente o especialista vai cobrar honorários mais caros, porém consegue o divórcio com mais rapidez e agiliza também a partilha de bens, o que acaba sendo mais vantajoso. Cabe à interessada em divorciar-se também se informar sobre a forma como o advogado pretende cobrar os honorários (alguns cobram por ação, outros por tempo de processo, etc…).

Vale lembrar que as pessoas de baixa renda também tem a possibilidade de recorrer à defensoria pública.

Desabafa!

Se você tem alguma dúvida sobre sua vida financeira ou uma boa história sobre dinheiro para contar pra gente, mande através do formulário abaixo.

Dúvidas enviadas através desse formulário não serão respondidas individualmente por e-mail.

O conteúdo da sua mensagem poderá ser utilizada em nossas matérias. Caso você prefira não ter o seu nome identificado, é só selecionar a opção "Mensagem Anônima".

personNome

personSobrenome

Mensagem anônimainfoSim

local_post_officeEmail:

commentMensagem: (obrigatório)

Este conteúdo foi útil para você?

Financas Femininas

Finanças Femininas

Sua independência financeira depende de você, com uma ajudinha nossa.

close