Já pensou em trabalhar no mercado financeiro?

Já pensou em trabalhar no mercado financeiro?

Hoje estreia a coluna do Jogo de Damas no Finanças Femininas! Para quem não conhece, o projeto de conteúdo, networking e inspiração é feito por e para mulheres. Confira a primeira colaboração delas! 

Mirela Kosminsky*

Antes de julho deste ano, trabalhar no mercado financeiro nunca tinha passado pela minha cabeça, nem como uma remota possibilidade. Até que eu ouvi falar do Bloomberg Aptitude Test (mais conhecido como BAT), o teste de aptidão da Bloomberg para trabalhos na área de finanças. Infelizmente ele ainda não é muito conhecido por estudantes brasileiros, mas nos Estados Unidos já é uma grande oportunidade para estudantes de Economia, Finanças, Administração e áreas afins. Fiquei sabendo do BAT porque estava fazendo um curso de verão sobre Pensamento Estratégico na State University of New York, e eles tinham algumas datas do teste agendadas.

Como eu mencionei antes, eu nunca tinha cogitado trabalhar no mercado financeiro – simplesmente não parecia ser uma possibilidade para mim, futura internacionalista. Ao mesmo tempo, era uma oportunidade única de fazer o BAT, e, de verdade, eu não tinha nada a perder – muito pelo contrário. A partir do teu resultado na prova, o Bloomberg Institute (que organiza a prova) cria uma página de perfil que destaca teus pontos fortes – a prova é dividida em oito áreas – e fica disponível anonimamente para todos os assinantes da Bloomberg no mundo. Caso alguma empresa se interesse pelo teu perfil, podem solicitar uma conexão, e daí sim tem acesso às tuas informações de contato, currículo, regiões que gostaria de trabalhar, enfim. Um banco de talentos realmente diferenciado.

mulheres no mercado financeiro

Com isso em mente, fui fazer a prova. Sem nenhuma pressão. Sem nenhum compromisso. A prova é em inglês, deve ser feita em duas horas e é composta por 100 questões divididas em oito áreas: Análise de Notícias, Economia, Matemática, Raciocínio Analítico, Análise de Demonstrações Financeiras, Bancos de Investimento, Mercados Globais e Análise de Gráficos. O objetivo não é tanto avaliar os conhecimentos específicos de cada área, mas a capacidade de análise do candidato – tanto que não existe “simulado” do BAT, e a ideia é justamente que as pessoas não estudem antes (e pelo tipo de prova, nem faria sentido). O candidato pode usar a calculadora científica do Windows e uma folha de papel para rascunho. Fiz a prova com calma, fazendo as questões que eu sabia, sem me estressar sobre o que eu não tinha ideia, e usei todo o tempo disponível.

Alguns dias depois, recebi no meu email o resultado preliminar e uma notícia que me deixou saltitando de felicidade: fiz um dos maiores scores globais do verão e me qualifiquei para participar do Summer Intern Challenge, um evento de networking exclusivo na sede da Bloomberg em NY (e isso é assunto pra outro post).

O mais legal é que agora o Bloomberg Institute disponibilizou o teste online, e é possível fazer em casa! Um fiscal acompanha pela webcam, e também tem acesso às telas do computador, para ter certeza que só a janela com o teste está aberta. Até o final de 2013, essa opção é gratuita. Além da versão virtual, continuam as sessões em Universidades, que também são gratuitas para a primeira vez que se faz o teste.

Para saber mais sobre o teste, visitem www.takethebat.com. E para se inscrever para alguma sessão ou fazer o teste online, o link é Teste Bloomberg Institute.

Se joguem!

*Mirela Kosminsky é estudante de Relações Internacionais da UFRGS e cidadã do mundo, está fazendo intercâmbio no México para estudar Negócios Internacionais. Já fez cursos de pensamento estratégico, inovação e escrita criativa. Acredita no poder dos livros, das experiências e do batom vermelho.

Este texto foi publicado originalmente no site Jogo de Damas.

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