Jovens reconhecem machismo, mas reforçam comportamentos sexista

Jovens reconhecem machismo, mas reforçam comportamentos sexista

Batalhar por igualdade é um esforço contínuo, árduo e que requer perseverança. Independente do tamanho da dificuldade, estamos aqui para questionar e provocar a reflexão. Para quem ainda não viu, uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Avon e Data Popular mostra como ainda é preciso insistir muito na tecla do feminismo. Apesar de 96% dos entrevistados admitirem que vivemos em uma sociedade machista, 48% dos entrevistados disseram que consideram errado a mulher sair com amigos sem a presença do marido/namorado/ficante. Ou seja, grande parte das pessoas que reconhecem o machismo reforçam comportamentos sexistas.

Vale ressaltar que a pesquisa foi feita em todas as regiões do país, com 2.046 entrevistados de 16 a 24 anos, homens e mulheres. O recorte traz as impressões e pensamentos de uma fatia jovem da sociedade, o que torna o levantamento ainda mais preocupante.

Ainda de acordo com a pesquisa, 76% dos entrevistados criticam mulheres que têm muitos ficantes e 80% acreditam que as mulheres não devem ficar bêbadas em baladas. Além disso, o levantamento aponta que ainda é comum o controle excessivo dos namorados a respeito da vida de suas companheiras e que elas constantemente são vítimas de assédio, constrangimento e intimidação.

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Consequências

Se precisamos constantemente cobrar a igualdade no mercado de trabalho, as mesmas oportunidades para as carreiras, independente do gênero, é preciso que os pilares de igualdade venham de dentro de casa. Os dados levantados na pesquisa mostram que grande parte da nova geração ainda enxerga o homem com mais liberdades que as mulheres. A partir do momento que a mulher é mal vista e julgada quando adota um comportamento que seria visto como algo natural se fosse feito por um homem, a sociedade está dizendo que o homem tem mais liberdade para se expressar do que a mulher.

Mudar esses preconceitos enraizados é empoderar a mulher. A partir do momento que o homem discorda da postura controladora e percebe que não cabe a ele determinar se a mulher vai sair sozinha ou acompanhada, ele deixa de querer se impor por dominação.

Reconhecer a mulher de igual para igual na vida social é um passo também para o empoderamento como profissional. O preconceito e a cultura machista no âmbito profissional é combatido com mudanças no dia a dia. Se as pessoas forem capazes de entender e aceitar que uma mulher tem todo o direito de usar uma roupa curta por sentir-se bem assim e não por querer oferecer-se aos outros, o assédio e os constrangimentos em público perdem espaço. E como bem sabemos, independente da roupa usada, muitas mulheres são vítimas deste tipo de situação mesmo em ambiente de trabalho, situação que poderia deixar de acontecer em uma cultura mais equilibrada e igualitária.

 

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