Maioria das pessoas no mundo não sabe o que fazer com o próprio dinheiro

Maioria das pessoas no mundo não sabe o que fazer com o próprio dinheiro

O excesso de confiança certamente é fator de peso para atrasar a humanidade em seu processo de evolução. Se por um lado, sentir-se confiante é chave para muitas conquistas, exceder na confiança é um passo largo para a ignorância e pode trazer consequências catastróficas. Exemplo disso pode ser observado em um teste simples feito pelas economistas Annamaria Lusardi e Olivia Mitchell, da American Economic Association (AEA), o qual revelou que a maior parte das pessoas no mundo não faz a menor ideia do que fazer com o próprio dinheiro.

Quer saber como andam os seus conhecimentos em finanças pessoais? Então responda o teste proposto por elas, são apenas três perguntas com respostas simples.

Você também pode gostar:
Na aula sobre educação financeira, qual é a sua nota?
O que analisar antes de escolher seus investimentos
8 coisas que eu queria saber sobre dinheiro aos 20 anos

1) Suponha que você tenha R$ 100 guardados em uma poupança com juros de 2% ao ano. Depois de cinco anos, quanto você acha que teria nesta conta se deixasse o dinheiro rendendo por lá?
a) Mais de R$ 102;
b) Exatamente R$ 102;
c) Menos de R$ 102;
d) Não sei, prefiro não responder.

2) Imagine que a taxa de juros na sua caderneta de poupança seja de 1% ao ano e a inflação de 2% ao ano. Depois de um ano, você estaria apta a comprar:
a) Mais do que antes;
b) O mesmo tanto que antes;
c) Menos do que compraria hoje;
d) Não sei, prefiro não responder.

3) Você acha que a frase a seguir é verdadeira ou falsa? “Comprar a ação de uma única empresa garante um retorno mais seguro do que o investimento em um fundo de ações”.
a) Verdadeiro;
b) Falso;
c) Não sei, prefiro não responder.

O gabarito correto é 1-A; 2-C e 3-B. Se você não conseguiu acertar todas as respostas, não sinta-se minoria. Na verdade, a pesquisa foi feita em diversas regiões do mundo e a maioria das pessoas não acertou as três respostas. Por incrível que pareça, o percentual de respostas erradas para questões simples como estas foi elevadíssimo mesmo em países considerados grandes economias globais.

queimar-dinheiro

Em artigo feito para repercutir o tema, o economista Moisés Naím comenta que o maior percentual de respostas erradas concentrou-se na Rússia (96%) e que isso poderia ser esperado de uma nação pós-comunista, mas faz a ressalva de que nos Estados Unidos – considerado a “meca do capitalismo” – cerca de 70% dos entrevistados não acertaram todas as respostas do teste. Em outras grandes economias, o resultado foi similar. O percentual de pessoas que não gabaritaram o teste foi de 79% na Suécia, 75% na Itália, 73% no Japão e 69% na França. Suíça e Alemanha foram os países com melhores resultados, com 50% e 53%, respectivamente. O material não informa resultados referentes ao Brasil.

A importância da pesquisa

Se você acha que uma pesquisa como esta não traz nenhum efeito prático em sua vida, ledo engano. A importância do levantamento é destacar justamente o perigo de índices tão elevados de desconhecimento quando o assunto é dinheiro.

No mesmo estudo, as economistas descobriram que promover educação financeira para pessoas de baixa educação pode melhorar a condição econômica delas em 82%. Para pessoas graduadas, o percentual de melhora nas condições financeiras é de 56%, uma taxa bem expressiva.

Esta constatação poderia ser considerada uma boa notícia, não fosse o que dissemos logo no início do texto: o excesso de confiança que tanto nos prejudica. Moisés Naím destacou que, com base nesses resultados, muitos poderiam presumir que existe uma grande demanda global por mais conhecimento sobre finanças pessoais, mas não é bem assim. Na verdade, de um modo geral, as pessoas superestimam o que sabem sobre dinheiro. Ele alega isso com base em outro ponto interessante mostrado no estudo feito pelas duas economistas da AEA: solicitados a dar uma nota em uma escala de 1 (muito baixo)  a 7 (muito alto) sobre o que sabem sobre dinheiro, 70% dos americanos se deu de nota 4 para cima. A confiança foi elevada, mas a realidade mostrou que somente 30% deles conseguiu acertar o teste por completo.

Neste aspecto, o estudo apontou que as mulheres tiveram mais facilidade em reconhecer suas principais dificuldades para lidar com finanças, o que as torna mais abertas a buscar conhecimento. Como o próprio economista ressalta, essa aptidão para admitir o que pode ser melhorado e buscar conhecimento é preciosa no contexto global em que vivemos, no qual a classe média se expande no mundo inteiro e tem à sua disposição uma gama cada vez mais variada de instrumentos financeiros para investir. De nada adianta termos uma série de investimentos à disposição se não tivermos a disposição de entendê-los plenamente.

Desabafa!

Se você tem alguma dúvida sobre sua vida financeira ou uma boa história sobre dinheiro para contar pra gente, mande através do formulário abaixo.

Dúvidas enviadas através desse formulário não serão respondidas individualmente por e-mail.

O conteúdo da sua mensagem poderá ser utilizada em nossas matérias. Caso você prefira não ter o seu nome identificado, é só selecionar a opção "Mensagem Anônima".

personNome

personSobrenome

Mensagem anônimainfoSim

local_post_officeEmail:

commentMensagem: (obrigatório)

Este conteúdo foi útil para você?

Financas Femininas

Finanças Femininas

Sua independência financeira depende de você, com uma ajudinha nossa.

close