Mais da metade dos paulistanos estão devendo

Mais da metade dos paulistanos estão devendo

Inflação alta e economia tendendo mais para a estabilidade do que para o crescimento não são mais novidade no noticiário econômico. Mas você já parou para pensar em como as pessoas estão assimilando essa realidade no cotidiano? Pois é, o grande problema é que boa parte da população não está assimilando de fato este contexto. Prova disso é o levantamento recente feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), o qual apontou que mais da metade dos paulistanos estão endividados.

Para o mês de janeiro, o nível de endividamento foi o maior em sete anos, segundo aponta a pesquisa feita pela federação. Ao todo, são cerca de 1,9 milhão de pessoas endividadas, aumento de 12,1% em relação a janeiro de 2013. Em geral, 54,7% das famílias paulistanas estão comprometidas com dívidas.

O estudo mostra que, mesmo com a inflação alta – que acaba gerando perda de poder de compra – os paulistanos estão se endividando para manter o padrão de vida e de consumo. É fácil perceber isso quando avaliamos as pesquisas periódicas sobre o desempenho do comércio, que geralmente apresentam crescimento.

Padrão de consumo

Ainda que uma mudança de comportamento não venha de imediato em função de questões de conjuntura econômica, é fácil perceber que a vida tem ficado mais cara. O carrinho do supermercado pesa mais no bolso, os gastos com lazer caminham nesta mesma direção, manter as parcelas do financiamento do carro em dia parece ser cada vez mais difícil, enfim, sobra mês no fim do dinheiro!

E é justamente em função disso que é preciso ter cada vez mais prudência para o uso do cartão de crédito, principalmente para as compras supérfluas. O próprio levantamento da Fecomércio aponta que mais de dois terços das famílias paulistanas tem faturas a pagar (69%).

Em um mês como janeiro, em que acaba o benefício do 13° salário e aparecem uma série de despesas extras para engordar as dívidas, o uso desmedido do cartão de crédito pode ser a abertura para o descontrole da vida financeira.

Independente do contexto, é preciso sempre reforçar a necessidade de manter pelo menos 30% da renda livre para despesas imprevistas, como uma margem de segurança para lidar com gastos inesperados. Manter essa reserva é ainda mais fundamental para as pessoas que não contam com algum fundo de emergência.

No perfil de endividamento apontado na pesquisa da Fecomércio, 18% dos entrevistados disseram que estão com mais de 50% da renda comprometida com pendências financeiras. Felizmente o percentual não representa a maioria, mas o melhor é esperar que ele diminua ainda mais!

 

E você, como tem controlado as suas dívidas? Conte para nós a sua experiência! 

 

 

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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