Mantenha a motivação para ficar livre das dívidas

Mantenha a motivação para ficar livre das dívidas

Uma dívida expressiva consegue tirar o alto astral de qualquer pessoa. O grande problema está justamente ai, a falta de perspectiva faz com que muita gente sinta-se desencorajada a buscar uma solução. As consequências são as cobranças intermináveis, a restrição de crédito e o nome sujo no mercado.

Sair desse ciclo nocivo requer determinação, mas como fazer isso sem ter a menor noção de como dar um passo sequer para quitar as pendências? Em tempos de juros altos, as dívidas crescem em uma velocidade assustadora, por isso é preciso renegociar o quanto antes. No Brasil, o histórico é de demora para fazer isso acontecer. De acordo com pesquisa recente feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o brasileiro leva, em média, dois anos para renegociar suas dívidas. Neste intervalo, o valor inicial da pendência cresce 70%.

É preciso ter motivação para não cometer esse erro e sair dessas estatísticas. O passo inicial é enxergar um cenário melhor a longo prazo e traçar o alcance disso como meta.

O que quero para o futuro?

O que você enxerga para si em um prazo de dez anos? Uma especialização fora do país? Consolidação da carreira? Entrar para o seu próprio imóvel? Seja qual for o tamanho do seu sonho, é preciso preparar o terreno para que as coisas aconteçam, no tempo certo, da forma como você idealiza.

Se você realmente quer uma vida diferente, não adianta sentar e esperar que as dívidas desapareçam por si só. Mais do que quitar o que deve, é preciso repensar seus hábitos de consumo para que não volte a ficar no vermelho.

Coloque tudo que deve na ponta do lápis

Este é um passo difícil, mas necessário. Para saber como lidar com um problema, você precisa saber tudo sobre ele. Qual é o tamanho da sua dívida? Quais são as pendências mais caras (aquelas com juros mais altos)? Calcule o total de sua dívida e quais são as prioridades.

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Se você tem dívidas que incluem o pagamento de juros altos, como é o caso do cartão de crédito e o cheque especial, o pagamento dessas pendências precisa ser priorizado. Procure os credores e proponha uma negociação. Da mesma forma que você tem interesse em livrar-se da dívida, eles também querem receber o dinheiro.

Mostre-se realmente disposta a resolver o problema e apresente suas condições atuais para que vocês possam chegar a um acordo quanto ao valor que é possível acertar para as parcelas. Seja bem realista neste momento, não adianta comprometer-se com um novo parcelamento que não vai caber em seu bolso.

Como organizar o orçamento para honrar a renegociação?

É tempo de rever em casa quais as despesas podem ser cortadas. Cortar os supérfluos no supermercado, eliminar as compras no cartão de crédito, avaliar os planos de celular, internet, TV por assinatura, enfim, tudo aquilo que pode ser reduzido.

É preciso readequar o padrão de vida, pelo menos por um tempo, até que você possa tirar essa corda do pescoço. Avalie também o que tiver em casa em bom uso, mas que está sem utilidade, itens que não lhe servem, mas podem ser vendidos. Vale também avaliar o que é possível trocar. Por que você precisa arcar com os custos de um carro de luxo, que consome muito combustível e tem um IPVA caro, se pode trocar por um modelo mais econômico?

Pense que estes sacrifícios são temporários, para que no futuro você leve a vida de um jeito mais leve, sem pendências.

 

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