Manual da separação

Manual da separação

O casamento não vai bem, você não está mais feliz com seu marido, mas ainda há uma coisa que a prende na relação: seus filhos. Só de pensar no trauma que isso pode deixar para eles, você estremece. Mas deixar de fazer algo para a sua felicidade não é justo nem com você nem com seus filhos. Por isso, na hora de tomar essa decisão, vale a pena seguir alguns passos simples que ajudam a não deixar mal entendidos nem traumas.

A psicóloga e autora do livro “Criando filhos em tempos difíceis – Atitudes e brincadeiras para uma infância feliz”, Elizabeth Monteiro, esclarece alguns pontos:

1 – Seja clara
“A explicação para o que está acontecendo deve ser simples e clara, adaptando-se à idade do filho”, diz. “Papai e mamãe estão brigando muito, você já deve ter percebido isso, e nós resolvemos morar em casas diferentes, porque assim brigaremos menos”, exemplifica.

É importante deixar um espaço aberto para que os filhos façam todas as perguntas que achem necessárias. Esclareça que você e seu marido ainda se gostam e se respeitam, e exatamente por isso preferem se afastar para não haver mais brigas.

2 – Os pais decidem quem fica com a criança
“Ela não tem capacidade para decidir isso. Aquele que tiver melhores condições psíquicas e financeiras, aquele que tiver o melhor vínculo com a criança, deve ficar com ela”, diz Elizabeth.

3 – Separe as coisas
É importante entender que existem duas pessoas: seu ex-marido e o pai dos seus filhos. Apesar de isto parecer ambíguo e óbvio, é necessário que você, mãe, tenha essa noção, para não misturar as coisas.

“Os pais devem se lembrar de que não são mais marido e mulher, mas que continuarão sendo pais dessa criança até o fim de suas vidas. Portanto, devem ter uma convivência pacífica e amiga. Os dois devem ser cúmplices e parceiros nos cuidados e na educação do filho, resolvendo tudo com acordo e coerência. E o mais importante: nunca, nunca um deve destruir a imagem que a criança tem do outro”, diz a psicóloga.

Betty diz, ainda, que não é toda criança que precisa ir para a terapia após a separação dos pais. “Na verdade, não é a separação em si que faz mal para uma criança, mas a maneira como ela é feita e a forma como os pais se relacionam após a separação”, esclarece.

Já passou por esta situação? Quais foram as suas dificuldades?

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Carol Sandler

Fundadora e CEO do site, coautora do livro “Finanças femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015). É também palestrante sobre finanças para mulheres e empreendedorismo feminino e palestrou no TEDxSP

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