Medo de demissão ainda impede que mulheres denunciem assédio

Medo de demissão ainda impede que mulheres denunciem assédio

“Os homens têm mais acesso a trabalho do que eu?”, “Eu tenho acesso aos mesmos tipos de networks de negócios que os homens têm?” “Posso ter uma família sem que isso estrague minha carreira?”. Estas e outras peguntas que já apareceram na vida profissional de uma mulher foram utilizadas na pesquisa da Thomson Reuters Foundation, feita em parceria com a Rockefeller Foundation, que definiu os cinco maiores desafios de trabalho enfrentados por mulheres nos países do G20.

Assédio:
As mulheres do G20 estão mais conscientes do assédio que sofrem nos locais de trabalho e aceitam menos a situação. Um terço das entrevistadas afirmam que já passaram ou passam pelo problema, porém 40% não denunciariam o crime. A maioria tem medo de ser demitida ou desacreditada. No Brasil, a porcentagem é preocupante: somente 10% reclamariam.

Equilíbrio entre a vida pessoal e a carreira:
As respostas de 9,500 mulheres entrevistas em 19 países do grupo registraram que o equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho ainda é o mais difícil de se alcançar e também a grande preocupação da maioria. Devido às cobranças sociais, elas ainda precisam trabalhar dobrado para se provarem tão capazes quanto os homens nas mesmas funções e ainda serem mães e donas de casa presentes.

Ter filhos e manter a carreira ao mesmo tempo:
Mas uma visão positiva sobre a questão vem principalmente das entrevistadas mais jovens – as que estão na faixa etária do grupo chamado de “milênio“. Elas respondem que se sentem confiantes para terem filhos e construírem uma família sem prejudicar seu negócio ou sua carreira e 74% desse grupo é do Brasil.

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Desigualdade salarial:
A desigualdade de salário entre homens e mulheres vem logo depois na lista de desafios, graças à preocupação das americanas. Nos Estados Unidos, 58% das entrevistas responderam que esta deveria ser a questão mais urgente a ser resolvida nos locais de trabalho. Com uma porcentagem de 43%, a maioria das brasileiras concorda.

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Falta de oportunidades:
Segundo estudo, nos países do G20, 48% das mulheres acreditam que os homens têm mais acesso à trabalho e 47% concorda que eles têm mais oportunidade de crescimento dentro das empresas em que estão empregados.

De todos os países do grupo, a pesquisa aponta que as mulheres da Turquia e da Índia são as mais afetadas pela desigualdade de gênero, ao mesmo tempo que também são as que se sentem mais oprimidas a falar e protestar contra eles.

Apesar de inseridas em realidades e culturas diferentes das asiáticas, as mulheres milênio dos outros países entrevistados acreditam que podem alcançar os homens no mercado de trabalho, se investirem no próprio negócio para escapar da falta de oportunidades.

Fotos: Shutterstock

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