Mulheres ainda têm pouca representatividade entre os mais ricos do mundo

Mulheres ainda têm pouca representatividade entre os mais ricos do mundo

As mulheres compõem uma fração decrescente da população conforme caminhamos rumo ao topo da escala de renda. Isso foi o que mostrou uma pesquisa da London School of Economics (LSE) que observou alguns dos países mais desenvolvidos do mundo.

O estudo analisou décadas de dados de Imposto de Renda do Reino Unido, Espanha, Dinamarca, Canadá, Nova Zelândia, Itália, Austrália e Noruega e proporcionou novas evidências para aprofundar a análise da desigualdade de gêneros: a subrepresentação das mulheres entre as pessoas mais ricas do mundo. Os intervalos analisados em cada país variaram de acordo com a base de dados fornecida por cada um deles.

O estudo descobriu que, ao longo do tempo, as mulheres têm aumentado sua representação entre os 10% mais ricos, mas que houve pouco avanço se considerado o 0,1% que representa a camada mais rica dos países pesquisados.

Em relação aos 10% mais ricos, as mulheres não representam mais de 30% nos países observados – com máxima de 32,6% na Espanha e mínima de 21,5% na Noruega. Se observada a linha histórica do Reino Unido, a proporção de mulheres entre os 10% mais ricos aumentou. Em 1995, apenas 20% das mulheres se encontravam nessa categoria, contra 28,2% em 2013.

Em contrapartida, quando avaliamos o 0,1% que compõe a camada mais rica da população no Reino Unido, as mulheres compunham 9,6% dessa fatia em 1995 e o percentual caiu para 9,2% em 2013.

Ainda em relação ao 0,1% mais abastado, em 2013, as mulheres respondiam por apenas 10,8% dessa fatia na Dinamarca, 15,8% no Canadá e 13,6% na Noruega.

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Para a coautora do estudo, Alessandra Casarico, as mulheres gradativamente têm aumentado sua representatividade entre os grupos mais ricos de seus países, mas ainda são uma minoria social e sua presença diminui acentuadamente conforme a análise acompanha a escalada de renda.

A descoberta fornece dados importantes para analisar como a disparidade de gêneros ainda se manifesta no mercado de trabalho e afeta a escala social. “Antigamente, os ricos eram aqueles com propriedade. Hoje, eles foram substituídos por CEOs e empresários, entre os quais as mulheres ainda não são bem representadas”, coloca Alessandra.

 

* Com informações do texto “Here’s proof that women struggle to be as rich as men”, de Thomas Colson.

 

Fotos: Shutterstock

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