Mulheres controlam despesas mas ainda têm dificuldade em economizar

Mulheres controlam despesas mas ainda têm dificuldade em economizar

Manter as contas pagas e ainda conseguir economizar um pouco de sua renda a cada mês tem sido difícil? Não se preocupe, você não está sozinha nesta batalha! Os dados apresentados pela Sophia Mind Pesquisa e Inteligência de Mercado, em levantamento feito em julho deste ano com pouco mais de mil mulheres de todo o país, mostram esse desafio em números.

Segundo a pesquisa, 7 a cada 10 mulheres entrevistadas disseram que conseguem se manter organizadas financeiramente ou controlar as dívidas. Em contrapartida, quase metade das entrevistadas disseram que não conseguem poupar dinheiro ao fim do mês. Cerca de 14% delas disse que consegue guardar 10% do salário.

O horizonte, no entanto, é de melhora neste quadro, conforme avalia a analista de pesquisa Carolina Ferreira. “ Um dos motivos citados sobre não conseguir poupar foi que a atual situação financeira não permite investir em uma poupança agora.  Esse motivo foi citado por 77% das mulheres na pesquisa de 2010. Quatro anos depois esse numero caiu para 44%. Com base nesta análise, acredito que falta um pouco mais de tempo para estas mulheres, para se organizarem com todas as suas dívidas e assim terem a certeza do que podem diminuir e começarem a poupar”. 

Entre os motivos relatados como objetivo para guardar dinheiro, a formação de um fundo de emergência foi a principal resposta das mulheres (45%), seguida de planejamento para o futuro (29%), compra de um imóvel (26%), compra de um carro (14%) e garantia do futuro do filho (14%).

A posição na família

A posição financeira da mulher no contexto familiar ganha destaque não só quanto ao que a renda dela representa, mas também em seu poder de decisão sobre os assuntos relacionados a dinheiro. Segundo a pesquisa, 42% das mulheres contribui para o pagamento das contas da casa. Além disso, 63% delas é responsável por controlar o orçamento da família.

Ainda no contexto familiar, um outro dado mostra um dilema presente em muitos lares. O estudo mostrou que 6 a cada 10 mulheres entrevistadas consideram que falar sobre dinheiro com o parceiro sempre causa desentendimentos entre o casal. Neste sentido, Carolina Ferreira avalia que o conflito surge justamente na hora de tratar da fatia do orçamento que é destinada aos gastos pessoais e aquela que é direcionada ao pagamento de contas e dívidas.

A melhor notícia em relação à família é que 67% das entrevistadas disse que dão mesadas aos filhos e usa isso como um modo de ensina-los desde cedo a cuidarem do dinheiro.

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Planos para o futuro

A juventude feminina está de olho em um futuro confortável! A pesquisa mostrou que 34% das entrevistadas está estudando a melhor forma de planejar para a aposentadoria e 22% já tem um plano em execução. Os demais 32% ainda não pensa sobre o assunto. Entre aquelas que estão avaliando a melhor forma de planejar a aposentadoria, a faixa etária predominante é de 30 a 40 anos.

Cartão de crédito

O uso do cartão segue na preferência da maioria, 78% relatou que o usa. Dentre elas, 55% usa em função da possibilidade de parcelar as compras. “Para elas o parcelamento é o principal benefício porque acreditam que o impacto da dívida final será menor. Mesmo a longo prazo. Além disso elas podem enxergar como uma forma de controle, o que pode ser gasto naquele mês e nos próximos também”, avaliou Carolina Ferreira. 

Vale lembrar que o cartão de crédito pode ser um bom aliado, se o controle do parcelamento for rigoroso, para que não haja risco de endividamento. Os juros do cartão de crédito são os mais caros praticados no mercado, com uma média de aproximadamente 10% ao mês.

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