Mulheres e liderança: como as empresas incentivam a igualdade

Mulheres e liderança: como as empresas incentivam a igualdade

Ser líder e ter um cargo de destaque na empresa é o objetivo de muitas mulheres. Porém, essa não é tarefa das mais fáceis aqui no Brasil. Diversos levantamentos mostram que nós ainda somos preteridas quando o assunto é liderar. Um deles, o International Business Report (IBR) – Women in Business, realizado pela Grant Thornton em 36 países, mostrou que 53% das empresas do País não tem mulheres em cargos de liderança. Em 2013, esse percentual era de 33%. Ou seja, houve um grande retrocesso nessa questão.

Todos perdem com a desigualdade de gêneros – tanto no sentido social quanto econômico. Um estudo do Peterson Institute for International Economics revelou que ter mulheres em cargos de liderança gera mais lucro às empresas. Outro, da Consultoria McKinsey, apontou que o fim da desigualdade de gêneros daria força à economia mundial.

Elas tomaram uma atitude

Felizmente, algumas empresas perceberam isso e têm agido para virar o jogo com programas que incentivam as mulheres a chegarem lá. Uma das iniciativas mais conhecidas é o Professional Women’s Network (PWN), um fórum independente que atua no mundo inteiro desde 2013 e também fechou parcerias com empresas como Ford e Samsung.

“Aqui no Brasil, temos algumas políticas que envolvem especialmente as questões de maternidade. Atuamos constantemente com fóruns, workshops e palestras que tratam de assuntos da rotina destas funcionárias”, resume Erica Baldini, diretora de RH da Ford América do Sul, se referindo à licença-maternidade estendida que vale até em casos de adoção, entre outras medidas. Outra aposta da empresa é criar um ambiente de discussão, onde as colaboradoras participam de pesquisas para saber quais questões podem ser levantadas.

Em pequenos passos, a Samsung também trilha o caminho da equidade. A largada foi dada em meados do primeiro semestre de 2016 com a criação do comitê Women at Samsung. Seu objetivo é estimular a diversidade e fortalecer a liderança feminina por meio de palestras, bate-papo com as líderes e trocas de experiências.

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“A partir da sua criação, passamos a ter um canal para debater e sugerir novas ações que visam aumentar a porcentagem de mulheres em posições de liderança na empresa até 2020”, aponta Adriana Mori, diretora do departamento jurídico da organização. Por ser uma iniciativa recente, ela conta que ainda não é possível mensurar os resultados em números, mas já houve melhora significativa no ambiente de trabalho.

Parceria global em prol do empoderamento

Já a Unilever se uniu à ONU Mulheres no compromisso de alcançar a equidade de gênero no mundo – a quinta das 17 metas estabelecidas pela Organização no Global Goals – e aderiu à campanha #HeforShe. “Para nós, o equilíbrio entre os gêneros é prioridade para o crescimento do negócio. Estimulamos a diversidade para nos tornarmos mais criativos e inovadores, para reconhecermos nossos talentos e entendermos cada vez melhor nossa base de consumidores”, diz Carolina Mazziero, diretora de Recursos Humanos e líder no tema de Diversidade e Inclusão da Unilever Brasil.

Tudo começou com o Comitê de Diversidade, implementado entre 2010 e 2014 com a missão de desenvolver iniciativas que promovessem a ascensão das mulheres dentro da organização e em sua cadeia de valor. A empresa adotou diversas medidas para conseguir um resultado animador: 51,1% da liderança da Unilever Brasil é composta por mulheres, o que fez com que conquistassem a tão sonhada igualdade de gêneros. O Brasil só perde para a China neste quesito dentre todos os países que a companhia atua. Outras conquistas incluem o prêmio Ouro do WEPs da ONU Mulheres e a adesão ao projeto WomEng, que empodera mulheres engenheiras, ainda na universidade, em um ramo reconhecidamente machista – em parceria com a equipe Williams de Fórmula 1.

“Além disso, existe um acompanhamento formal da evolução da carreira das mulheres dentro da Unilever através de um dashboard, que ajuda a entender em quais áreas precisamos de mais incentivo e permite criar estratégias que tornam as ações mais eficazes”, completa Carolina, que também enumera políticas de alto impacto na rotina das colaboradoras, como flexibilidade de trabalho, berçário e licença parental.

Nem tudo são flores (ainda)

Todas as porta-vozes das empresas entrevistadas concordam que o trabalho foi árduo – e assim persiste até hoje. “Atualmente, existe um grande desafio de fazer com que todos os colaboradores entendam e apoiem o comitê, além de estimular maior participação nas atividades. É um processo de mudança”, reconhece Adriana. O caminho é longo, mas, se todas trabalharmos juntas e empoderarmos umas às outras, podemos construir uma sociedade mais igualitária.

Fotos: Shutterstock

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