Mulheres são mais altruístas para desenvolver talentos de colegas, diz estudo

Mulheres são mais altruístas para desenvolver talentos de colegas, diz estudo

O senso comum pode pintar a imagem da mulher executiva como uma pessoa individualista, com pouco senso de suporte aos colegas que estão construindo a carreira e as vezes até mesmo com uma tendência à competitividade. A pré-concepção, no entanto, é equivocada e desajustada, como mostra um levantamento feito pela ONG Catalyst, focada em ampliar as oportunidades das mulheres no mundo dos negócios. O estudo mostrou que as mulheres ajudam mais outros colegas a crescerem dentro da empresa do que os homens.

Como o ambiente corporativo ganha com isso? Pessoas com talento em potencial que são treinadas, que tem suporte de mentores ou são patrocinadas por alguém têm maiores chances de retribuir o suporte preparando melhor a próxima geração de líderes da empresa, conforme mostra o estudo. A análise foi feita na Ásia, Europa, Canadá e Estados Unidos, com 742 entrevistados que passaram por programas de MBA ou escolas de negócios.

O levantamento mostra que as mulheres estão mais predispostas a desenvolver outros talentos na empresa do que os homens. O material aponta que 65% das mulheres que tiveram suporte ao longo do desenvolvimento da carreira estão agora desenvolvendo um novo talento, ante um percentual de 56% do público masculino. Além disso, 73% das mulheres desenvolvendo novos talentos estão dando este suporte a outras mulheres, comparado a um percentual de apenas 30% do público masculino. “A noção de que mulheres executivas são abelhas-rainhas que não estão dispostas a dar suporte a outras mulheres precisa ser abandonada”, comentou a presidente e CEO da Catalyst, Ilene H. Lang, no site oficial da ONG. Ao contrário disso, ela demonstra uma postura muito mais altruísta profissionalmente do que poderiam imaginar.

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E a boa vontade para ajudar no desenvolvimento de outras pessoas traz compensação financeira também. A pesquisa mostrou que líderes que deram suporte a outros colegas tiveram uma compensação de US$ 25 mil entre 2008 e 2010, atribuídos a compensação adicional. O plus no salário é justificado pelo fato do desenvolvimento de novos talentos gerar mais visibilidade e por reconhecimento da corporação.

O estudo também fomentou também um debate relevante dentro das grandes empresas: de que forma elas estão cuidando de seus futuros talentos? O que vem sendo feito para reter as pessoas que demonstram um potencial elevado. O comportamento altruísta do público feminino vem reforçar o potencial que as mulheres têm para impulsionar a qualidade da produção das grandes empresas a longo prazo, focando não só em suas próprias gestões, mas também no legado que ficará quando elas deixarem o emprego.

 

 

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