Na aula de sobre educação financeira, qual é a nossa nota?

Na aula de sobre educação financeira, qual é a nossa nota?

Se tivéssemos que avaliar o nível de educação financeira dos brasileiros em uma nota de 0 a 10, a verdade é que passaríamos de ano com a nota apertada! Pesquisa feita pelo Serasa Consumidor e o Ibope mostraram que os brasileiros tiveram uma nota mediana quanto ao nível de educação financeira, cravada em 6,0.

Para que você entenda melhor, o indicador é feito com base em três pilares: Conhecimento, atitude e comportamento. O conhecimento é a noção de cada pessoa tem em relação aos conceitos financeiros. Atitude é como a pessoa enxerga a relação que tem com o próprio dinheiro. Por fim, comportamento é como cada pessoa age no cotidiano, se é o tipo de pessoa que gasta mais do que ganha ou se tem a preocupação de poupar dinheiro.

Com base nos recortes do material, a nota mediana não distingue gêneros. As diferenças apontadas entre mulheres e homens na hora de lidar com o dinheiro foram muito pontuais, sendo que os dois, no fim das contas, ficaram com nota 6,0.

Os resultados deste ano, em comparação ao estudo que foi feito em 2013, as mulheres tiveram uma ligeira melhora quanto a atitude em relação ao dinheiro, mas uma queda na mesma proporção quanto ao comportamento. O nível de conhecimento permaneceu sem alterações. Os homens, por outro lado, tiveram resultados ligeiramente piores em relação à pesquisa do ano anterior. As notas tiveram uma pequena redução quanto a comportamento, conhecimento e atitude, mas em geral, a média para ambos os sexos foi a mesma.

Outros fatores analisados

Vale lembrar que a pesquisa leva em consideração outros diversos recortes. Entre eles, por exemplo, está o dado de que o número de pessoas que poupam dinheiro caiu em todas as classes sociais, na comparação com o estudo feito no ano passado. Os jovens de 16 a 24 anos tiveram notas abaixo de 6, ou seja, ficaram abaixo da média geral. De uma forma mais ampla, quanto mais velhas as pessoas ficam, melhores são os conceitos relacionados à educação financeira.

como avaliar seus conhecimentos sobre educação financeira

Alguns fatores contextuais

Alguns fatores contextuais podem indicar o motivo de um comportamento mediano quanto às finanças pessoais. Como é apontado ainda na introdução do estudo, a partir de 2008, em função da crise econômica mundial, o governo adotou uma série de medidas para que o país reagisse e mantivesse o estímulo ao consumo e à produção.

As ações foram eficientes e o país saiu da recessão, no entanto, grande parte das medidas continuaram em vigor e provocaram o superaquecimento da economia. Ou seja, o consumo continuou sendo estimulado e a população passou a endividar-se mais. De acordo com informações do Banco Central, o nível de endividamento das pessoas passou de 32% da renda disponível em 2008 para 41% em agosto de 2012.

Assim como cresceu o endividamento, cresceu também a inadimplência, que avançou 40% em apenas dois anos. Conforme é destacado no estudo, é importante notar que o crescimento do endividamento não veio acompanhando de aumento de desemprego, muito pelo contrário. Isso reforça ainda mais a forma como o consumo se expandiu no período de superaquecimento.

Agora, em contrapartida, os esforços são para controlar a concessão de crédito. E a população, por sua vez, precisa preocupar-se mais em poupar mais do que gastar. Independentemente das diferenças de comportamento, conhecimento e atitude em relação ao dinheiro adotadas por homens e mulheres, os fatores que citamos afetaram os dois gêneros da mesma forma.

Sendo assim, tendo em vista que não vivemos mais um momento de superaquecimento da economia, pelo contrário, passamos pela fase de estabilidade e baixo crescimento, o contexto nos impele a repensar a maneira como lidamos com o dinheiro.

A falta de reflexão na hora das compras impulsivas pesam na hora que a fatura vem extrapolando seus limites de renda e você se vê refém da dívida no cartão de crédito, que possuem os juros mais caros do mercado. Ai vem toda aquela ginástica para conseguir equilibrar os gastos, trocar a dívida mais cara por uma mais barata e os sacrifícios para livrar-se do vermelho. Tendo em vista a nossa nota mediana, ainda não estamos fazendo o dever de casa como deveríamos. Então, se você ainda não olhou para a sua vida financeira como o devido cuidado, sempre é hora de começar e buscar fazer a diferença! Cuide do seu dinheiro hoje para que o futuro venha sem sufoco.

 

 

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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