“Na metade do mês, eu só tinha R$ 20!”

“Na metade do mês, eu só tinha R$ 20!”

Hoje nós vamos passar a palavra para a leitora Bianca F., que nos enviou o seu depoimento de como começou a organizar o seu orçamento, depois de passar por vários perrengues… Quer ver a sua história aqui? Então mande o seu depoimento para financasfemininas@financasfemininas.uol.com.br. Sua história pode servir de inspiração para outras leitoras!

“Quando li a matéria para controlar o orçamento, vi que o mais difícil era me organizar. No meu caso, vivo perdendo a cabeça, principalmente quando chega a fatura do meu cartão de crédito. Nunca sei onde foi que consegui gastar tanto dinheiro… Gasto tanto que já cheguei a pagar uma fatura que quase se igualava ao valor do meu aluguel.

Eu sempre tive problemas para controlar meu impulso de compra. Sou viciada em roupas, sapatos e acessórios, sem contar que gasto muito com comida também. Fico com dó até na hora de comprar remédio, pensando no que poderia comprar no lugar para me satisfazer.

A situação começou a apertar quando fui morar sozinha, porque até então todo o dinheiro que ganhava de salário era torrado na mesma hora dentro de shoppings. E os gastos básicos como comida, transporte e afins ficavam por conta da minha avó – cresci com ela, então sou até mais mimada do que o normal.

Quando fui morar sozinha, nos 2 primeiros meses de aluguel deu tudo certo, consegui pagar as contas direitinho. Só a partir do 4º mês eu tive que recorrer aos meus pais e avó para complementar os gastos que fiz. A partir daí meu dinheiro começou a se perder…

Tamanho da dívida
Só percebi o tamanho do estrago quando fui numa loja comprar APENAS uma base e acabei saindo da loja cheia de perfumes, cremes e etc. No meio do caminho pra casa, começou a me dar um desespero e me bateu um arrependimento. Peguei a nota fiscal e percebi que tinha gastado quase todo meu saldo. Cheguei em casa, corri para acessar minha conta e desacreditei: na metade do mês, tudo o que eu tinha eram R$20,00!!

Desse dia em diante, não tive saída e decidi parar de frequentar shoppings, assim não me apaixonava por algo que não poderia comprar. Também não entrava mais em lojas online. Foi assim por um bom tempo, até eu me estabilizar de novo.

Quando voltei a fazer compras, depois de uns 3 meses, fiquei com medo de usar meu cartão e acabar com todo o dinheiro de uma vez. Então, comecei a usar a função de crédito ao invés do débito. Fazendo isso achava que era mais fácil não me endividar. De repente chega minha fatura e entro em choque de novo… A mesma situação: metade do mês e eu tinha R$50,00 na conta. Se não fosse pelo Vale Refeição, estaria passando fome! rs Morando na cidade de São Paulo, esse valor não é suficiente nem para 1 semana.

Saindo do buraco
Depois que descobri o Finanças Femininas, descobri também uma solução para sair do buraco e não ter mais recaídas como essa. Além de ficar decepcionada comigo mesma, fico dependente de outras pessoas para pagar as minhas contas. E não tem nada pior do que isso. Passei a ficar mais de olho nas liquidações internacionais. A economia que fazemos comprando fora vale muito mais a pena. Não sabia que a quantidade de imposto que pagamos em cada peça de roupa era tão alta. Também estou me dedicando mais a pesquisar antes de efetuar uma compra, negociar valores e ver até onde quanto posso chegar. O que fazia por impulso agora sigo uma estratégia e me impressionei ao ver que podemos encontrar muita roupa linda e barata!

Guardo todas as minhas notas fiscais e confiro no final do mês. Faço um balanço do que gastei e do que eu preciso maneirar. Minha planilha de controle financeiro virou minha melhor amiga! Obrigada equipe do Finanças Femininas!”

Você já passou por esta situação também? Conte sua história para a gente!

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carolinaruhman

carolinaruhman

Fundadora e CEO do site, coautora do livro “Finanças femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015). É também palestrante sobre finanças para mulheres e empreendedorismo feminino e palestrou no TEDxSP

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