Na ponta do lápis: é melhor alugar ou comprar uma casa?

Na ponta do lápis: é melhor alugar ou comprar uma casa?

Comprar uma casa é o sonho de muita gente. Assumir um compromisso financeiro tão grande e, na maioria dos casos, de longo prazo, entretanto, exige muito planejamento e reflexão. E uma dúvida que surge no caminho é: vale a pena comprar um imóvel ou ficar no aluguel?

Primeiramente, é preciso considerar que não só de números e cálculos é feita essa decisão. “A casa própria é um sonho profundo do brasileiro, ela dá a sensação de conforto e segurança para muitas famílias. O que a pessoa não pode esquecer, entretanto, é que esse será o maior passo financeiro que dará na vida. Por isso, é preciso muito planejamento antes de tomar uma decisão”, explica Carolina Ruhman Sandler, coach financeira e fundadora do Finanças Femininas.

Confira, então, alguns pontos que você deve levar em consideração para decidir se comprar um imóvel está valendo a pena e se essa opção cabe no seu bolso.

Fazendo os cálculos

Carolina explica que o raciocínio para avaliar se é mais vantajoso comprar ou alugar um imóvel é o seguinte: você precisa pensar no valor total do imóvel e no quanto aquele dinheiro renderia se estivesse aplicado. Com esse cálculo, poderá ver se o rendimento seria maior ou menor do que pagaria de aluguel.

Por exemplo, imagine um apartamento de R$ 400 mil. Aplicado, esse valor renderia cerca de R$ 2800 por mês (rendimento de 0,7% líquido). A pergunta que você deve fazer a si mesma, então, é: com esse valor, eu conseguiria alugar um apartamento mais legal do que o que pretendo comprar? Se a reposta for sim, a compra provavelmente não vale a pena.

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Esse cálculo serve como base de comparação, mas, claro: é quase hipotético, já que dificilmente alguém terá R$ 400 mil parado no banco. A maioria das pessoas precisará de um financiamento. Nesse caso, seria preciso comparar a prestação do imóvel, considerando a incidência de juros, e novamente, o valor do aluguel. Pode ser difícil fazer esses cálculos, mas esta planilha do Finanças Femininas irá ajudá-la nessa tarefa.

O que mais considerar antes de tomar a decisão

Além de pensar se essa compra vale a pena ou não, antes de entrar em um financiamento imobiliário é preciso olhar muito profundamente para a sua própria situação financeira e avaliar o impacto que a compra teria sobre ela. Confira alguns questionamentos a serem feitos antes de tomar essa decisão:

Como classificaria a estabilidade financeira da sua família?

É preciso lembrar que o financiamento imobiliário é uma dívida de anos, em muitos casos, décadas. Por isso, sua estabilidade financeira deve ser considerada antes de embarcar na compra. Claro que é impossível prever completamente o futuro, mas é preciso ter o máximo de segurança possível ao assumir essa dívida.

As suas necessidades serão as mesmas ao final do pagamento?

“Nesse mesmo contexto de longo prazo, é preciso pensar se as suas necessidades de hoje permanecerão as mesmas nos próximos anos”, explica Carolina. Pode ser, por exemplo, que a sua família cresça e o apartamento fique pequeno demais. Por isso, é preciso tentar enxergar lá na frente. Para quem não está muito estabelecida na vida, pode ser mais interessante ficar no aluguel e ir juntando dinheiro enquanto isso.

Quanto você tem para dar de entrada?

O quanto você tem para dar de entrada no imóvel é um ponto fundamental para garantir a saúde financeira: quanto mais dinheiro colocar no começo, menor será o valor financiado e os juros pagos. Por isso, fortaleça as suas reservas antes de procurar o banco.

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Quanto a parcela consumiria da sua renda?

É importante que as dívidas não consumam mais do que 30% da renda familiar. Isso é importante para que o equilíbrio financeiro seja mantido durante o pagamento. “É preciso saber, de fato, se essa dívida caberá no seu orçamento”, orienta Carolina.

Quanto pagaria pelo imóvel ao final?

É preciso estudar o financiamento em que pretende entrar, levando em consideração o prazo de pagamento. É importante saber quanto você pagaria ao final por aquele imóvel, com o total dos juros embutidos. Custos adicionais também devem ser considerados. Pode ser que nesse cálculo, você se assuste com o quanto pagaria pelo imóvel.

E cuidado com as justificativas que dá a si mesma

Muitas vezes as pessoas acreditam que comprar um imóvel é um investimento, mas isso não é necessariamente verdade. “Compra um imóvel para morar é completamente diferente de um para investir. No primeiro caso, você vai considerar as suas necessidades e da sua família. No segundo, levará em conta a possibilidade de aquele imóvel se valorizar, a facilidade de venda, etc. O raciocínio é outro”, explica Carolina.

Por isso, é preciso entender que a valorização da casa ou apartamento comprado não é certa como a rentabilidade de um investimento financeiro, por exemplo. Há diversas variáveis a serem consideradas, algumas, inclusive, que não podem ser previstas.

Quer saber mais?

Se você está pensando em comprar uma casa ou apartamento e está cheia de dúvidas sobre qual imóvel escolher, como negociar o valor e saber se está fazendo um bom negócio no financiamento, um novo curso do Finanças Femininas pode ajudá-la. Em “Como juntar dinheiro para comprar a casa própria”, a Carol responde a esses e outros pontos e mostra como você se prepara para realizar esse sonho com segurança.

 

Fotos: Shutterstock

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