Não seja a “Girlboss”: veja como realmente empoderar suas funcionárias

Não seja a “Girlboss”: veja como realmente empoderar suas funcionárias

Seja você dona da própria empresa ou exerça cargo de liderança, empoderar suas funcionárias é extremamente importante e está nas suas mãos. Porém, não vale ficar apenas no discurso. A série Girlboss, do Netflix – baseada em fatos reais -, reacendeu o debate a respeito do tema graças à controversa protagonista, a empresária Sophia Amoruso (foto).

Sophia fundou o e-commerce de roupas Nasty Gal em 2006, quando tinha apenas 22 anos, e logo construiu sua fama de feminista moderna, escrevendo um livro de memórias chamado “#Girlboss” (que deu origem à série) e abrir uma fundação homônima de apoio a jovens empreendedoras.

A loja estava em ascensão exponencial. No entanto, em 2015, a empresária foi acusada de demitir funcionárias grávidas, assim como um funcionário que estava prestes a tirar licença-paternidade. Isso fez com que muitas pessoas questionassem o quanto o discurso sobre empoderamento feminino de diversas marcas realmente sai do papel.

Como empoderar as funcionárias de verdade

“Acredito que é importante que as empresas criem ações que realmente impactem na vida das profissionais. É dando mais voz às mulheres que o empoderamento acontece”, diz Luciana Caletti, CEO e cofundadora do Love Mondays, plataforma em que profissionais avaliam as empresas onde trabalham.

Com a ajuda de Luciana, reunimos algumas atitudes que você pode tomar para empoderar suas funcionárias.

1. Contrate e promova mais mulheres

De acordo com um levantamento do LinkedIn, mulheres ocupam apenas 25% dos cargos de liderança no mundo inteiro. Existe um teto de vidro que impede que cheguemos mais longe na carreira – e poder contar com outras mulheres para superar este obstáculo é essencial. “Mais mulheres no comando das empresas passa uma mensagem poderosa às novas profissionais: de que é possível, sim, que mulheres e homens tenham oportunidades iguais”, afirma Luciana.

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2. Respeite os direitos trabalhistas

Apesar de a CLT garantir estabilidade da grávida, na prática, muitas mulheres ainda temem por seus direitos. Uma pesquisa do portal Trocando Fraldas feita com mais de 11 mil mulheres apontou que 3 em cada 7 brasileiras têm ou tiveram medo de perder o emprego devido à gestação. Respeitar estes e outros direitos, assim como assegurar a igualdade de salários entre os gêneros, são a obrigação da gestora.

3. Ajude as mães

Ter uma empresa parceira facilita, e muito, a pesada rotina da maternidade. Se possível, permita maior flexibilidade de horários para que ela possa levar o pequeno ao médico ou ir em reuniões na escola. Há, ainda, outras medidas que você pode tomar. “Hoje, diversas empresas já contam com iniciativas como creches internas, espaços especiais para amamentação e horários flexíveis que ajudam as mães a se dedicarem aos filhos”, exemplifica.

Garantir que os pais cumpram seu papel também significa empoderar mulheres. Não é uma questão de “ajudar a mãe” mas, sim, de entender que ambos são importantes na criação dos filhos. Por isso, uma ótima medida é estender a licença-paternidade, permitindo que a divisão de papéis na família deste funcionário seja mais igualitária – empoderando indiretamente outra mulher.

4. Invista em treinamento

Deter mais conhecimento ajudará as mulheres que estão sob seu comando a se sentirem mais confiantes, podendo tomar melhores decisões tanto dentro quanto fora da empresa. “Por isso, todo tipo de conteúdo, sejam cursos, treinamentos ou mesmo mentoria e coaching podem ter esse efeito positivo, gerando mais confiança nas profissionais”, ensina.

5. Construa um ambiente favorável para as mulheres

Permitir que elas se expressem e se desenvolvam é um dos maiores passos que se pode tomar em direção ao empoderamento feminino dentro da empresa. Coloque-se à disposição para ser mentora e incentive-as a colocarem suas ideias na mesa. Combata também o chamado mansplaining – quando um homem explica algo óbvio para uma mulher de forma até infantil, como se ela não fosse capaz de entender – e interrupções desnecessárias à fala delas, incentivando-as a também repreenderem essas atitudes masculinas. “Quando ela é interrompida, ela tem que chamar atenção para a interrupção e tentar concluir sua ideia. É uma forma de não deixar que a interrupção passe em branco”, finaliza Luciana.

Fotos: Shutterstock

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Ana Paula de Araujo

Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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