O início da independência financeira

O início da independência financeira

Sair da adolescência para tornar-se uma jovem adulta é como receber a chave para sair de uma certa “redoma” em que você vivia. E fora dos limites de proteção, tudo pode ser tão lindo quanto assustador, vai depender da forma como você pretende entrar neste novo mundo. De imediato, vem aquela sensação de liberdade.

Acabou aquela época em que as farras limitavam-se a festas de 15 anos, reuniões na casa de amigos e matinês. Agora você não é mais barrada na balada, se te pedirem a carteira de identidade na mesa do bar, não vai sentir medo na hora de mostrar o documento ao garçom. Para viajar com a turma não é mais preciso pedir autorização dos pais e, a essa altura, seu pai certamente será mais capaz de controlar o ciúmes quando você contar que está namorando.

Parece realmente maravilhoso, mas como qualquer etapa da vida, nem tudo são flores! Um dos grandes impactos dessa etapa da vida é justamente sair da barra dos pais no aspecto financeiro. Teoricamente, se antes a sua bolsa de estágio não era suficiente para cobrir suas despesas e a grana de casa ainda ajudava, agora o seu salário deve ser o bastante para cobrir os seus gastos.

Nova realidade

Pois bem, agora você também tem autonomia para decidir o que levar para casa quando fica encantada com alguma vitrine. Se por um lado você antes tinha a chance de ouvir um “não”, caso seus pais estivessem com pouca grana para comprar o que você queria, por outro você não tinha que preocupar-se com as faturas de cartão de crédito caso o pedido fosse aceito.

Agora o cartão é seu e é você quem tem que equilibrar o lado racional (que reflete a realidade do seu orçamento) e o desejo de comprar. Entrar em contato com o primeiro contracheque vai lhe parecer uma experiência incrível. Ter a sua própria grana é como se fosse o documento assinado comprovando que você é dona do próprio nariz.

É neste momento que você tem que prevenir-se contra armadilhas. Na hora de fazer suas compras, não pense somente no número de parcelas que pode fazer sem juros, mas no peso disso a longo prazo em seu orçamento. Além do que você vai gastar em compras, estão ainda suas despesas diárias com alimentação, com transporte, com a conta de celular, etc. Se você tiver saído da casa dos pais, o impacto é ainda maior, tendo em vista o aumento das contas a pagar.

como lidar com a independência financeira

A transição parcial

Não é todo mundo que pode ter esse luxo, mas muitos jovens contam com a ajuda financeira dos pais mesmo quando já estão formados e com o primeiro emprego garantido. Se este é seu caso, você com certeza é uma pessoa sortuda, mas isso não deve servir de motivo para que você torre a sua própria grana com festas, compras, etc.

Imagine se a sua família passa por uma crise financeira e de repente precisa contar mais com você do que propriamente lhe ajudar financeiramente. Para isso, é preciso que você preocupe-se em montar uma reserva de emergência. Mais além, se inesperadamente você perde seus pais ou um deles, seu padrão de vida provavelmente vai mudar e é preciso estar preparada para lidar com sua vida financeira de um modo muito maduro.

Ainda que você tenha algum suporte financeiro em casa mesmo tendo seu próprio emprego, estabeleça alguns desafios para si mesma. Comece a assumir o compromisso de pagar algumas contas da família e reduza seus gastos para conseguir fazer isso, junte dinheiro para algum objetivo grande – como uma viagem de intercâmbio. Se você começa a acomodar-se demais com o salário que tem e a grana dos pais que ainda pode contar, acaba ficando com uma visão distorcida da sua real condição financeira. Como você gasta mais do que realmente ganha, corre o risco de perder a ambição de buscar um salário melhor e ainda pode passar por maus lençois se a grana dos pais de repente for cortada!

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