O que aprendi com minha mãe sobre empoderamento feminino

O que aprendi com minha mãe sobre empoderamento feminino

Se você perguntar para uma mulher quem é sua grande heroína, as chances de ela dizer que é a mãe são altíssimas. Elas, que se esforçam tanto para dar uma criação digna aos filhos, muitas vezes também são as responsáveis por nos empoderar, para que sejamos mulheres independentes e fortes. Em homenagem ao Dia das Mães, que se aproxima, a equipe do Finanças Femininas conta quais foram os principais ensinamentos que essas mulheres tão especiais passaram para que, hoje, sejamos as mulheres empoderadas que somos. Confira!

“A principal lição que tive da minha mãe foi a de nunca depender financeiramente de um homem. Durante toda minha infância e adolescência, ficou muito claro para mim que eu deveria estudar, me preparar e ter uma carreira própria, com boa remuneração. Namorar e encontrar um marido era bacana e desejável, mas isso não foi o foco da minha criação. Aliás, o legal seria se isso acontecesse quando eu já estivesse estabelecida e com carreira em andamento. Minha mãe aprendeu isso com a mãe dela, pois meu avô quebrou quando ela ainda era adolescente – então, minha avó teve que assumir tudo. Por isso, essa noção veio desde cedo para ela.

No meu caso, meus pais se separaram quando eu tinha 15 anos, então a vida da minha mãe mudou algumas vezes. Em todas elas, uma coisa tinha que acompanhá-la: sempre se bancar e se garantir, pois ela é independente e não precisa de homem nenhum. Essas lições passaram para mim através da minha mãe e da minha avó – que me transmitiram estes valores direta e indiretamente.”

– Carol Ruhman Sandler, fundadora do Finanças Femininas

“Minha mãe foi a principal responsável por me ensinar o valor da independência. Não só verbalmente, mas pelo exemplo que tive em casa. Ainda com minha avó – que criou sete filhos sozinha – ela aprendeu a crescer na vida diante das dificuldades. Começou a trabalhar muito cedo e nunca abriu mão da independência financeira. Ao longo de toda a minha criação, veio dela o sustento financeiro para pagar meus estudos, plano de saúde, entre outros gastos importantes. Os valores que ela sempre me transmitiu foram no sentido de me encorajar a buscar minha autonomia. Uma mulher forte e que me ensinou o valor de acreditar em meu potencial como profissional. Essa confiança eu tenho comigo por me espelhar no comportamento dela.”

– Karina Alves, editora

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“Minha mãe parou de trabalhar para cuidar da casa e, por isso, ela depende financeiramente do meu pai para tudo. Por ter se criado no interior há muito tempo, ela possui outros valores. Ao mesmo tempo que ela me incentivava a estudar, também dizia que eu não precisava me preocupar em ter um emprego incrível, pois eu poderia me casar com um homem que me sustentasse. Por isso, sempre tive muito claro para mim que queria ser dona do meu próprio dinheiro e vida – e, por isso, saí de casa aos 18 anos. Entendo que isso não é culpa dela, apenas aconteceu por causa da criação e circunstâncias que ela vive. Porém, hoje a mentalidade mudou em alguns aspectos, ela vê que tomei as decisões certas e sente muito orgulho do rumo que minha vida tomou.”

– Malu Lopes, gerente de marketing

“Conheço poucas pessoas tão fortes como minha mãe. Ela veio do interior do Ceará para São Paulo ainda adolescente, engravidou e foi expulsa de casa. Por isso, teve que interromper os estudos e o trabalho para cuidar dos filhos. Mas ela sempre dava um jeito de vender algo e conseguir uma grana extra – afinal, chegar ao fim do mês era um sufoco com cinco filhos para criar. A incerteza de quando conseguiria algum dinheiro para si mesma fez com que ela dependesse financeiramente do meu pai para tudo – e daí veio sua maior lição para mim.

Poucos ensinamentos ficaram tão incutidos em mim quanto as muitas vezes em que ela me dizia para estudar, trabalhar e ser independente para ter uma vida melhor do que a dela. E ela não mediu esforços para que eu conseguisse conquistar essas coisas. Seu discurso sempre foi feminista, mesmo sem nem conhecer essa palavra. Tenho certeza que não seria metade da mulher que sou se não fosse seu esforço em me empoderar.”

– Ana Araujo, repórter

“Uma coisa que minha mãe sempre me ensinou foi a correr atrás dos meus objetivos, do mais fácil até o mais difícil. Isso porque, como ela teve que deixar de trabalhar para cuidar da casa e dos filhos, acabou deixando para trás os seus próprios sonhos. Não é de pegar no pé, mas sim de fazer a si mesma de exemplo para que eu nunca deixe os estudos e o trabalho. Como ela diz, precisamos ser alguém na vida [risos].

Meu filho nasceu com uma deficiência e, por isso, eu não queria voltar para o trabalho. Mas ela sempre me deu força em tudo e cuidou dele para que eu não parasse de trabalhar, pois o mercado de trabalho está muito difícil. Então, a minha maior motivação para ir cada vez mais além é e sempre será ela!”

– Karen de Almeida, assistente administrativa

“Mesmo vindo de uma família bastante patriarcal, sei que muito do que sou hoje começou com a minha mãe. Ela começou a trabalhar na adolescência, foi a primeira pessoa da família a fazer faculdade e, durante toda a vida, se dividiu entre dois empregos e quatro filhos. Ela foi a minha primeira grande inspiração em termos de independência profissional e formação cultural. Perdi a conta de quantos livros lemos juntas, de quantos filmes vimos e coisas sobre o mundo ela me explicou. Além de me fazer entender que para conseguir as coisas na vida é preciso ir atrás, sei que a ela devo a consciência de que o conhecimento é um grande aliado da independência da mulher.”

– Mariana Ribeiro, repórter

“Por ter crescido em um mundo machista que acabou deixando resquícios nela, minha mãe não é do tipo de mulher que se considera empoderada ou feminista. Mesmo sem nunca ter dito que toda a sociedade me julgaria, ela sempre me preparou para ser julgada e tomou as decisões que achava melhor para criar a mim e à minha irmã, de 14 anos. Ela me deu liberdade e independência em todas as áreas da minha vida, desde as roupas que uso até meu trabalho, carreira e vida social – e todos julgaram que ela era uma mãe ruim por isso, pois estaria dando margem à minha deturpação. Hoje, minha construção como mulher só chegou onde está pela relação que ela estabeleceu comigo. Meu empoderamento, com certeza, veio dela.”

– Roberta Bicudo, assistente de marketing

Fotos: Shutterstock

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