O que é melhor para você: Tesouro Direto ou VGBL?

O que é melhor para você: Tesouro Direto ou VGBL?

Quando o assunto é investir para o futuro, muitos bancos apresentam às clientes a previdência privada, garantindo que é a melhor maneira de fazer o dinheiro render e, de quebra, se aposentar com tranquilidade. No entanto, existem outras formas de poupar que você deve levar em consideração ao escolher onde aplicar sua grana, tais como o Tesouro Direto.

Antes de tomar essa decisão tão importante, é preciso entender tudo o que os gerentes costumam oferecer. Quando o assunto é previdência privada, existem duas opções: o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).

A primeira é mais indicada para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda – o PGBL permite que se abata da base de cálculo do IR tudo o que foi aplicado em previdência privada naquele ano, restringindo o valor a 12% da renda anual bruta. Vale lembrar que este benefício vale apenas para quem também contribui para o INSS.

Já o VGBL é mais vantajoso para quem faz a declaração de IR simplificada. “Uma das principais vantagens dele é que não se paga imposto sobre o total investido, como no PGBL, mas, sim, apenas sobre os rendimentos, da mesma forma que ocorre no Tesouro Direto”, conta Carol Ruhman Sandler, fundadora do Finanças Femininas e coach financeira.

Tesouro Direto ou VGBL?

A primeira questão a ser considerada são as taxas envolvidas. Antes de fechar qualquer contrato referente a plano de Previdência Privada, é preciso observar o quanto é cobrado de taxa de administração e carregamento. Em algumas situações, elas podem ser tão altas que o rendimento não compensa. Já no caso do Tesouro Direto, é possível encontrar corretoras autorizadas pelo Banco Central que não cobram taxa de administração e carregamento.

“O VGBL tem sido oferecido por muitos gerentes como uma forma de investimento alternativa ao Tesouro Direto, mas são produtos muito diferentes”, afirma Carol. A justificativa seria de que ambas aplicações têm tributação apenas sobre os rendimentos, porém, as semelhanças acabam por ai.

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Tanto o Tesouro Direto quanto o VGBL podem ter tabela de tributação regressiva – ou seja, quanto mais tempo você deixar o dinheiro investido, menos impostos pagará. No entanto, cada aplicação tem sua alíquota:

Tesouro Direto:

  • Até 180 dias (aprox. 6 meses): 22,5%
  • Até 360 dias (aprox. 1 ano): 20%
  • Até 720 dias (aprox. 2 anos): 17,5%
  • Acima de 720 dias: 15%

Previdência privada com tabela regressiva:

  • Até 2 anos: 35%
  • De 2 a 4 anos: 30%
  • De 4 a 6 anos: 25%
  • De 6 a 8 anos: 20%
  • De 8 a 10 anos: 15%
  • Acima de 10 anos: 10%

Assim, podemos observar que a tributação da previdência privada é inferior à do Tesouro Direto quando se deixa o dinheiro aplicado por mais de 10 anos. “Por isso, se você optar por essa modalidade, não pode contar com esse valor antes desse período”, alerta Carol.

Outra vantagem da previdência privada está na sucessão familiar. Como ela funciona como uma espécie de seguro de vida, caso o titular faleça, o dinheiro aplicado é automaticamente passado ao beneficiário – tudo de maneira menos burocrática, sem a necessidade de inventário.

Para que se tenha ideia, comparamos os rendimentos do Tesouro Direto com os de um plano VGBL do banco Itaú, através de uma ferramenta disponível no próprio site do banco. Considerando uma mulher de 30 anos, que pretende se aposentar aos 65 anos recebendo R$ 4 mil por mês durante 25 anos – ou seja, até os 90 anos de idade –, a simulação indicou que seria necessário aplicar R$ 1.629 ao mês para conquistar o objetivo, além de um aporte inicial de R$ 5 mil. Entre os 30 e 65 anos de idade, essa mulher teria acumulado R$ 1.204.008,39 – sem considerar os descontos de impostos.

Já uma simulação feita através do site do Brasilprev, do Banco do Brasil, aponta que essa mesma mulher, realizando o mesmo aporte mensal ao longo do mesmo período e o mesmo aporte inicial de R$ 5 mil, teria acumulado R$ 1.474.859,76.

“Se ela fizesse o mesmo aporte ao longo dos mesmos 25 anos em títulos no Tesouro Selic, ela teria R$ 2,3 milhões ao final do período, também sem considerar impostos”, compara. Para estimar o valor, Carol considerou rendimento mensal de 0,85%.

Por isso, para ter uma aposentadoria segura, é indicado misturar os tipos de investimentos. É possível deixar uma parte no Tesouro Direto – variando também entre títulos Selic e IPCA+ –, e outra na previdência privada. “Diversificar é uma ótima forma de aproveitar todas as vantagens de cada um”, finaliza.

Fotos: Shutterstock

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