O que são os Fundos de Investimento?

O que são os Fundos de Investimento?

Você vive ouvindo gente falando que investiu num fundo assim ou assado, que tal fundo é super rentável ou que aquele gatinho trabalha em um fundo de investimento, mas não faz a menor ideia do que isso significa? Então vem cá que a gente explica.

Os Fundos de Investimento são como condomínios que reúnem recursos de um conjunto de investidores com o objetivo de rentabilizá-los através de aplicações no mercado financeiro.

Imagine que você tem R$ 1.000 para investir mas não faz ideia de como… Sua mãe tem R$ 10.000 e também não sabe como pode rentabilizar esse dinheiro. Aí a sua melhor amiga comenta que está com R$ 3.000 parados e que pode cuidar de todos esses recursos pois entende de investimentos. Por que vocês três não se juntam para investir o dinheiro das três?

A ideia de um Fundo de Investimento é mais ou menos essa: os investidores que aplicam os recursos no Fundo são conhecidos como cotistas (você, sua mãe e sua amiga) e cada uma terá uma quantidade de cotas proporcional ao seu investimento (neste caso, se você tiver 1 cota, sua mãe terá 10 e sua amiga, 3).

Ao comprar as cotas de um determinado fundo, o investidor aceita as suas regras de funcionamento e a sua política de investimento. Essas informações estão contidas no regulamento e no prospecto do fundo, então não pode ter preguiça de ler todas aquelas letrinhas. Se você não entender direito, passa para o gestor dele (ou gestora!) te explicar tudo. Você precisa entender que tipo de risco vai correr, como funcionará a remuneração e como será cobrada por isso. Nessas horas, não vale ter preguiça ou ficar com vergonha de perguntar – é o seu dinheiro que está em jogo! Imagina que o fundo tem um risco enorme, ou então que você será cobrada horrores pela administração… Essa é a hora de ficar ligada!

Além dos cotistas, o Fundo de Investimento tem um gestor, um administrador, um custodiante e um, ou mais distribuidores. Gestor é aquela pessoa (ou a instituição) responsável pela escolha, compra e venda dos ativos do fundo de acordo com a sua política de investimento: ações, moedas, etc. No nosso exemplo, a sua amiga é quem faz a gestão do fundo – ela é quem vai escolher quais ações comprar.

Administrador é a instituição financeira que cuida de todos os serviços de funcionamento e manutenção do fundo. No nosso exemplo essa instituição não existe e não é necessária… Mas no mundo real, os Fundos de Investimento têm que ter uma instituição financeira que cuide do cálculo das cotas, da aplicação e resgate de investidores, etc.

Custodiante é a instituição responsável pelo registro e pela guarda dos ativos do fundo. Depois que você, sua mãe e amiga decidem montar esse “fundo”, onde colocarão o dinheiro? Em um banco? Corretora? Precisam entender onde ficará a custódia desses recursos.

Por fim, os Distribuidores são instituições que cuidam da venda das cotas do fundo. Imagine que o fundo de vocês começa a ir muito bem e vocês querem trazer novas pessoas para aplicarem… Quem pode ajudar vocês a vender esse produto? Um distribuidor.

E quanto custa tudo isso? Existem basicamente duas taxas cobradas pelos Fundos de Investimento, a taxa de administração e a taxa de performance. A taxa de administração remunera os serviços do administrador, gestor, custodiante e distribuidor. Já a taxa de performance pode ser cobrada quando a rentabilidade do fundo vai super bem e supera a variação de um indicador que costuma ser escolhido como referência pelo fundo para saber se ele está indo bem mesmo (benchmark). Essa taxa remunera apenas o gestor, pelas boas sugestões. Ambas são geralmente representadas através de um percentual ao ano.

Existem vários tipos de fundos com perfis de carteiras diferentes. Segundo a CVM, os Fundos são classificados em: Curto Prazo, Referenciados, Renda Fixa, Multimercados, Ações, Cambiais e Dívida Externa. Cada um desses tipos de fundos tem suas características específicas. Ficou curiosa? A gente vai explicar tudo por aqui em novos posts. Além disso, os fundos podem ser classificados como abertos, fechados, exclusivos, restritos e fundos com carência.

Mas por que você ia querer investir em um fundo? Uma das grandes vantagens é a possibilidade de o investidor diversificar suas aplicações utilizando um único veículo. Imagine que vocês querem comprar um determinado título mobiliário que tem mínimo de R$ 5.000. Você sozinha não poderia comprá-lo, mas dentro do Fundo, você pode ter uma participação nesse título. Além disso, quando você compra um fundo, não precisa ficar cuidando da carteira. Um gestor já faz esse trabalho para você! O produto pode ser bem interessante, mas você precisa sempre saber qual o perfil do fundo que está investindo e quem é o gestor para quem está entregando o seu tão suado dinheirinho…

Gostou da explicação? Você tem mais dúvidas? Conte nos comentários!

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carolinaruhman

carolinaruhman

Fundadora e CEO do site, coautora do livro “Finanças femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015). É também palestrante sobre finanças para mulheres e empreendedorismo feminino e palestrou no TEDxSP

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