O que você faria se soubesse que iria morrer?

O que você faria se soubesse que iria morrer?

*Carolina Ruhman Sandler

Que assunto tétrico, não? Mas assim como a gente adora imaginar o que faria se ganhasse na loteria, vamos parar um minuto para pensar se você mudaria o seu comportamento se soubesse que este seria o seu último ano de vida.

Você imaginaria que ao saber que tem somente um ano de vida,  passaria a gastar mais (ou comer mais, beber mais, etc), certo? Errado. Um estudo recente mostrou que ao parar para pensar na morte, quem ganha valor é o futuro, e não o presente. Os participantes do estudo, ao serem relembrados da sua própria mortalidade, passaram a gastar menos do que antes.

Você também pode gostar:
Como saí do vermelho e juntei R$ 10 mil em dois anos
A educação financeira para mulheres muda o mundo
5 maneiras de ganhar mais dinheiro em tempos de crise

Nessas situações, o que acontece é que você para de pensar tanto em bens, em ter tantas coisas e foca mais no que é importante na vida. Pensar na morte é um tipo de meditação usada por monges budistas – não é para ficar sofrendo, e sim, para pensar como viver melhor.

Segundo um artigo recente do New York Times, “(pensar na morte) faz com que os discípulos percebam a natureza transitória das suas próprias vidas e estimula um realinhamento entre os desejos temporários e os objetivos existenciais. Em outras palavras, nos faz questionar: ‘Estou fazendo o melhor uso da minha escassa e preciosa vida?’”.

reflexao_ultimo_ano

Continue a ler a matéria na próxima página!

A ideia aqui não é deixar ninguém mórbido, mas apenas trazer um pouco de perspectiva a essa nossa vida. Com perspectiva, é possível perceber quais preocupações são reais e quais não valem a pena. Quais desejos são nossos mesmos e quais são apenas “desejos de consumo”. Se o que estamos fazendo hoje está alinhado com o que queremos para nossas vidas.

Muito filosófico e sem aplicação prática para a sua rotina? Não acho. Estou fazendo o meu #desafioseismesessemcompras e ao ler sobre este estudo, passei a pensar muito sobre como estou revendo a minha relação com consumo e nos desejos vs necessidades.

Se para você ficar tanto tempo sem comprar parece uma maluquice, por que não parar então para pensar um pouco sobre tudo isso? Pensar um pouco na nossa própria mortalidade (sem peso e com leveza, por favor!) pode ser um santo remédio para os pequenos impulsos do dia a dia. Afinal, quanto é que vale mesmo um novo batom ou corretivo?

*Carolina Ruhman Sandler é a fundadora do site Finanças Femininas e coautora do livro “Finanças femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva). Jornalista, tem 31 anos, é casada e mãe da Beatriz.

 

Desabafa!

Se você tem alguma dúvida sobre sua vida financeira ou uma boa história sobre dinheiro para contar pra gente, mande através do formulário abaixo.

Dúvidas enviadas através desse formulário não serão respondidas individualmente por e-mail.

O conteúdo da sua mensagem poderá ser utilizada em nossas matérias. Caso você prefira não ter o seu nome identificado, é só selecionar a opção "Mensagem Anônima".

personNome

personSobrenome

Mensagem anônimainfoSim

local_post_officeEmail:

commentMensagem: (obrigatório)

Este conteúdo foi útil para você?

Financas Femininas

Finanças Femininas

Sua independência financeira depende de você, com uma ajudinha nossa.

close