“O que você faz da vida?”

“O que você faz da vida?”

Você já parou para refletir sobre como relaciona a imagem que tem de si mesma com o trabalho que você exerce? O que a sua profissão representa para você? Como distinguir o que somos daquilo que fazemos? Um artigo recentemente publicado no Brasil Post traz uma reflexão interessante sobre como essa associação é presente de uma maneira intensa em nossas vidas, as vezes sem mesmo nos darmos conta disso.

Quando você acaba de conhecer alguém, já reparou que a pergunta “o que você faz” é praticamente automática? Seja em um encontro ou socializando com pessoas novas, a pergunta entra naquele pacote do “small talk” para reunir as primeiras impressões de alguém.

Pois bem, ai que entra a reflexão proposta pelo artigo que citamos acima. Por quais motivos você inclui essa pergunta para buscar afinidades com uma pessoa? Quantas vezes você já viveu ou presenciou uma situação de alguém conhecido querer apresentar dois amigos para formar um casal e começou a conversa falando algo do tipo: “Nossa, você tem que conhecer o Pedro, é empresário, bla bla bla…”. Mas afinal, o que interessa saber, se o Pedro é realmente uma pessoa interessante ou a profissão dele?

o que você faz da vida?

Os limites da valorização

Sabemos que a nossa carreira é um dos pilares de nossas vidas. E seja qual for o nosso talento, é importante nos sentirmos orgulhosas de nossas habilidades profissionais. Essa reflexão não tem o objetivo de menosprezar o trabalho que cada uma de nós tem, mas sim de mostrar que existe uma grande diferença entre sentir orgulho do que faz e considerar o trabalho como parte do que você é.

Questionar-se a respeito deste assunto é ainda mais importante quando analisamos algumas situações reais. O próprio artigo menciona uma entrevista dada pela ex-CEO da corretora Lehman Brothers, em que ela conta que teve dificuldades de seguir adiante na vida depois que saiu do emprego. O texto traz ainda o relato da empreendedora Ellen Huerta, que fala sobre as dificuldades que teve para deixar o emprego que tinha na Google. Depois de muito tempo amadurecendo a decisão, ela percebeu que só permanecia trabalhando na companhia porque valorizava demais o prestígio e o reconhecimento externo de ter um cargo em uma empresa renomada.

Com base neste tipo de situação, que pode fazer parte da vida de qualquer uma de nós, é possível perceber que o exagero na hora de valorizar “o que você faz” pode ser uma grande armadilha. Então se você também tem essa pergunta na ponta da língua quando está começando a conhecer alguém, pode acabar perdendo a oportunidade de saber mais sobre uma pessoa interessante se a resposta não lhe agradar.

Nem sempre temos a oportunidade de trabalhar no emprego dos sonhos. As vezes simplesmente ainda não tivemos tempo suficiente para chegar onde tanto desejamos. Muita gente precisa passar uma etapa da vida em um emprego que seja simplesmente para pagar as contas ou mesmo para ajudar a financiar os estudos para daí sim alcançar um sonho profissional.

Ter orgulho do que a gente faz é maravilhoso, mas confundir com o que somos é perigoso. O que temos para oferecer ao próximo precisa ir além do crachá que colocamos no pescoço de segunda a sexta-feira. Por isso, ao ler este texto e o artigo do Brasil Post, pense bem quando estiver começando a conhecer uma pessoa nova. Explore outras possibilidades de interação, mostre o que você tem de bom além da sua profissão. Afinal, só podemos ser felizes em nossas carreiras se não nos tornarmos escravas delas!

 

 

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