O risco das dívidas no cartão de crédito e no cheque especial

O risco das dívidas no cartão de crédito e no cheque especial

A comodidade do fácil acesso ao cartão de crédito e ao cheque especial acabam nos iludindo com frequência, não dá para negar. Além dos excessos que acabam acontecendo vez ou outra com as compras parceladas, podem acontecer imprevistos como um defeito no carro em que o conserto acaba saindo caro, um eletrodoméstico pifado, uma reforma de emergência em casa, devido a uma infiltração, enfim, existem surpresas desagradáveis que podem nos pegar pelo caminho.

Se um fundo de emergência não tiver sido feito, fica ainda mais fácil cair nas ciladas do cartão e do cheque especial. No primeiro caso, o erro mais comum é sentir o peso da fatura muito mais cara do que o imaginado e acabar pagando somente o valor mínimo exigido pelo banco. O grande problema é que as taxas de juros mensais são absurdas e essa dívida cresce com uma rapidez assustadora, tendo em vista que os juros são compostos. No caso do cheque especial, a situação não é muito diferente, quando o dinheiro na conta corrente acaba, o banco faz a “gentileza” de lhe oferecer o crédito, que muitas vezes é usado sem pensar para cobrir as despesas mais urgentes. É justamente ai que começa a bola de neve outra vez.

O tamanho dos juros

Para quem não sabe, as taxas de juros praticadas por cartões de créditos e pelo cheque especial são as mais abusivas do mercado. Para você ter uma ideia, levantamento recente feito pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), apontou que a taxa média de juros mensais para o cartão de crédito está no patamar de 10,25%. Isso significa que se você fica presa em uma dívida em seu cartão, em um ano os juros chegam a 232%.

No caso do cheque especial, a situação é tão crítica quanto o cartão de crédito. Com taxa média de juros em 8,95% ao mês, em um ano isso significa pagar 180% em juros.

Veja bem, somente para que você possa comparar a distância dos juros praticados nessas duas modalidades com outras maneiras de conseguir crédito, em um empréstimo pessoal é possível arcar com taxas mensais de juros na casa dos 4,5%. Bom, não precisamos avançar em números para ter a exata noção de que a facilidade do cartão e do cheque especial custa muito caro.

como acabar com as dívidas no cartão de crédito

Como livrar-se do problema

Bom, se você já caiu nesta cilada e sua dívida só cresce a cada dia, é hora de buscar uma estratégia mais eficaz para sair dessa situação. O caminho mais indicado é trocar sua pendência por uma dívida mais barata. Como fazer isso? Avalie a possibilidade de tomar um empréstimo pessoal com juros mais baratos. A ideia é que você consiga o valor total que está devendo no cartão de crédito, quite a dívida e ganhe fôlego para pagar as parcelas do empréstimo com taxas de juros mais suaves.

Para ter a certeza de que fará a melhor negociação, primeiro procure seu gerente para tentar renegociar a dívida do cartão e avalie as condições que serão propostas. Antes de aceitar as condições impostas pelo banco, use essa referência na hora de pesquisar um empréstimo, assim você tem um patamar para avaliar como pode conseguir o dinheiro que precisa por taxas de juros mais baratas.

É importante ressaltar que na hora da renegociação o banco deve esclarecer qual é o Custo Efetivo Total (CET) da sua dívida, que vai incluir não só os juros, mas também as demais taxas cobradas pela instituição.

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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