Orçamento: Um instrumento fundamental para sua vida financeira

Orçamento: Um instrumento fundamental para sua vida financeira

*Maria Angela Nunes Assumpção

 

O Ano Novo normalmente traz aquele sentimento especial renovação, de início de um novo período e de novas possibilidades.

A cada virada de ano grande parte das pessoas estabelece objetivos para o período que se inicia.

Esses objetivos podem ser pequenas metas ou grandes desafios.

Seja o que for e de que tamanho for, com certeza, significará que precisaremos agir e, em muitos casos, mudar o nosso comportamento para não ficarmos só com as boas intenções daquele “momento mágico” dos brindes e da queima de fogos.

Acredito que a maioria de nós estabeleceu objetivos para vida financeira em 2014, desde de pagar dívidas até guardar dinheiro para a aposentadoria.

Então mãos a obra, vamos nos planejar e organizar para chegarmos ao réveillon de 2014 podendo comemorar termos atingido os nossos objetivos!

Um passo fundamental para o planejamento financeiro é o entendimento de como lidamos com a nossa vida financeira.

O dinheiro tem significado diferente para cada pessoa (por exemplo: poder, liberdade, status, tranqüilidade) e como fazemos uso dele acaba refletindo esses significados.

É importante ressaltar que lidar com o dinheiro não está, necessariamente, relacionado a se o nosso salário é alto ou baixo. Qualquer que seja a faixa de renda, todas as pessoas têm algum relacionamento com o dinheiro, e ter mais recursos não significa lidar melhor com ele.

Todos nós conhecemos pessoas que não têm um salário elevado e que conseguem poupar e investir recursos nos seus objetivos, enquanto existem endividados que têm excelente salários.

A melhor forma de começar a analisar como lidamos com o nosso dinheiro é verificar como o gastamos.
Somos consumidores conscientes ou presas fáceis do marketing que invade o nosso dia a dia e compramos sem refletir e por impulso?

ORÇAMENTO UM INSTRUMENTO FUNDAMENTAL PARA A SUA VIDA FINANCEIRA

Para essa avaliação contamos com uma ferramenta fundamental e indispensável, sobre a qual todos falam, mas muito poucos utilizam: O ORÇAMENTO.

O ORÇAMENTO possibilita visualizar, de forma objetiva, de onde vem e para onde vai o nosso rico dinheiro.

O ORÇAMENTO ajuda a avaliar com o que e como estamos gastando:

  • -­‐  estamos priorizando o que realmente é importante?
  • -­‐  estamos gastando demais, inadequadamente, por impulso ou pelo status?
  • -­‐  estamos poupando o suficiente para alcançarmos os nossos objetivos, que

    normalmente são muitos e concorrem entre si?

    O ORÇAMENTO auxilia no entendimento de qual é a nossa situação financeira atual e que ações e ajustes precisamos e podemos fazer para atingir os nossos objetivos.

    Acredito que muitas leitoras estão pensando: “mas eu sei o que faço com o meu dinheiro e para onde ele vai!”

    Se você realmente sabe, que bom! Uma parte do caminho já foi percorrido.
    Com certeza você deve fazer o seu acompanhamento orçamentário com freqüência e, se ajustes forem necessários, você já sabe o que será possível fazer.

    No entanto, devido a relevância do ORÇAMENTO (e seu acompanhamento periódico) para o seu Planejamento Financeiro, vou fazer uma proposta: reflita e responda quais seriam as suas respostas para as questões abaixo:

  1. Você realmente sabe como utiliza o seu dinheiro?
  2. Você já fez ou faz um acompanhamento detalhado das suas despesas (numa planilha por exemplo) considerando todas elas ou você considera as despesas de maior valor, por serem as mais relevantes, e não computa as despesas menores?
  3. Você sabe qual seria o SEU resultado da equação abaixo?

    Receitas Mensais(1) – Despesas Mensais(2) = $$$,

    onde $$$ é a sua Capacidade de Poupança, ou seja, o que sobra da sua renda para você atingir os seus objetivos financeiros, por exemplo, comprar um imóvel, viajar, se preparar para a sua aposentadoria.

(1) Receitas Correntes = Considere apenas as entradas (líquidas de tributos e encargos) relativas ao trabalho.
Obs.: Os rendimentos dos investimentos (juros e alugueis) não devem ser considerados nas receitas correntes;

(2)Despesas Correntes = Considere as todas (independente do valor) as despesas da sua vida diária.
Não se esqueça de considerar as despesas que ocorrem periodicamente, como IPVA, IPTU, seguros. Você deve distribuí-­‐las ao longo dos 12 meses do ano, para saber qual é o impacto nas suas despesas mensais se você guardar dinheiro mensalmente para pagar essas despesas.

Obs: Os valores que você direciona para investimentos (incluindo a parcela relativa a aquisição de imóvel, seja financiamento e/ou consórcio) e previdência, apesar de saírem da sua posição, não devem ser computados.

Se o resultado for:

POSITIVO – você é superavitária -­‐ gasta menos do que recebe e, portanto, é um geradora de poupança.
Quanto maior for esse número em relação a sua renda, maior é a sua Capacidade de Poupança e a sua possibilidade de atingir os objetivos traçados;

NEGATIVO – você é deficitária -­‐ gasta mais do que recebe e, portanto a sua Capacidade de Poupança é negativa.
Alerta Importante: Quando a Capacidade de Poupança é negativa significa que para cobrir as suas despesas ou você está utilizado o seu patrimônio já constituído (resgatando investimentos por exemplo) ou se endividando.

ZERO – você gasta tudo o que ganha e, portanto, não consegue gerar poupança.

Se você teve dificuldades em responder afirmativamente as questões, a sua visão sobre a sua situação financeira pode estar distorcida e você corre o risco de comprometer os seus objetivos.
Minha sugestão: faça o seu ORÇAMENTO, ele vai auxiliá-­‐la a segurar com mais firmeza as rédeas da sua vida financeira.

Fazer o ORÇAMENTO pode parecer trabalhoso e difícil, mas garanto que depois que você conseguir fazê-­‐lo pela primeira vez, vai verificar que os benefícios valem a pena.

O início de ano é um excelente momento para você começar o seu ORÇAMENTO porque você poderá acompanhá-lo e fazer os ajustes de rota necessários para chegar ao final do ano comemorando e brindando os objetivos alcançados.

SUCESSO!!!

Maria Angela Nunes Assumpção é Planejadora Financeira Pessoal, possui a Certificação CFP (Certified Financial Planner) concedida pelo
Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF), e é sócia da Moneyplan Consultoria. E-­mail: angela@moneyplan.com.br

As respostas refletem as opiniões do autor, e não do Finanças Femininas ou do IBCPF. O site e o IBCPF não se responsabilizam pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações. 

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