Os 7 maiores erros que sujam o seu nome

Os 7 maiores erros que sujam o seu nome

Ter o nome limpo é o passaporte que qualquer pessoa precisa ter para conseguir comprar um carro ou até mesmo pedir um cartão de crédito ao banco. Ou seja, estar inadimplente fecha muitas portas. Segundo a Boa Vista SCPC, 25% dos casos de inadimplência são causados por descontrole financeiro, representando a segunda maior causa de nome sujos. Será que não seria possível evitar chegar a este ponto? Gastar demais é apenas um dos erros que levam alguém para o cadastro de maus pagadores. A boa notícia é que eles são evitáveis. Quem conta quais são os principais equívocos e como se livrar deles é Flávio Calife, economista da Boa Vista SCPC. Veja só!

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Emprestar seu nome

Ceder o seu cartão de crédito ou pedir um empréstimo para uma amiga pode lhe colocar em uma enrascada. Para que você tenha ideia, 15% dos inadimplentes estão nessa situação porque fizeram isso, de acordo com o Boa Vista SCPC. Pense que, se as instituições financeiras acharam que ela é uma má pagadora, as chances de você levar um calote são grandes. “Quando isso acontece, todo e qualquer ônus, inclusive o risco de ter o nome sujo, cai sobre quem emprestou o nome”, diz Calife.

Emprestar dinheiro para parentes e amigos

Você precisa saber que as chances de não receber sua grana de volta são grandes, afinal, essa pessoa pode já estar devendo por aí. Sem dinheiro, quem pode se enroscar nas próprias contas – e acabar inadimplente – é você. “O pior a respeito destes empréstimos a pessoas próximas é que não há contrato ou regras, tudo é feito na base da confiança”, aponta.

Ser fiadora

Isso não quer dizer que está proibido fazer isso, afinal, ter alguém para arcar com o prejuízo caso o contratante não cumpra suas responsabilidades é exigência em muitas situações, como na locação de imóveis. Para Calife, o melhor remédio para se prevenir de cair nesta cilada é conhecer bem a pessoa que pediu o favor. Assim, se você souber que há a possibilidade de calote, é melhor já dizer não e evitar um possível estresse no futuro.

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Pedir empréstimo sem refletir

É preciso analisar muitos fatores antes de tomar crédito. O primeiro é pensar se você realmente conseguirá pagar essa dívida. “É preciso se planejar, ver em quantas parcelas você irá quitar o débito e o quanto ele vai comprometer de sua renda”, aconselha o economista. Lembrando que existem diversas possibilidades de empréstimo no mercado – e escolher a primeira sem refletir pode ser seu passaporte para a lista de maus pagadores. Os pré-aprovados, por exemplo, costumam ser mais caros, assim como o rotativo do cartão de crédito e cheque especial. Pesquise as taxas e condições em diversas instituições financeiras antes de tomar sua decisão.

Abusar do cheque especial e rotativo do cartão de crédito

Falando em empréstimos, essas modalidades são um verdadeiro poço sem fundo para quem não toma cuidado. Elas possuem juros elevadíssimos que fazem essas dívidas se multiplicarem rapidamente – e, se você não der conta de pagar tudo, pode acabar com o nome sujo. Para que se tenha ideia, as taxas de juros do cartão de crédito e cheque especial bateram, respectivamente, 475,8%% e 328,9% ao ano no mês de outubro. Para Calife, o cheque especial é uma ferramenta interessante quando, por exemplo, você precisa bancar um pequeno gasto, mas cobrirá o negativo no dia seguinte. “O grande problema é quando ele e o cartão de crédito viram extensão da renda. Antes de usar qualquer uma dessas modalidades de crédito, saiba que seus custos são elevados e use-as com consciência”, aconselha.

Não ler contratos com atenção

Antes de pedir um empréstimo ou contratar qualquer serviço, analise com cuidado as condições de pagamento, juros, multas em caso de atraso, impostos, entre outros fatores. Muitas vezes, as taxas de juros até podem ser mais baixas, mas o contrato esconde armadilhas, como custos adicionais para compensar a economia. Não tenha pressa, nem se sinta pressionada. Leia tranquilamente e, se tiver dúvidas, não tenha vergonha de pedir esclarecimentos.

Acumular dívidas

Hora ou outra, você pode não conseguir honrar alguma delas e acabar com o nome sujo. Então, é preciso se planejar e não comprometer mais do que 30% da renda líquida para essa tarefa. Se algum imprevisto acontecer, dê prioridade para as dívidas mais caras, que são as com maiores taxas de juros – como cartão de crédito e cheque especial. “É preferível atrasar as contas do dia a dia, como o condomínio, que não costumam ter altas taxas de juros”, exemplifica Calife.

Esperar a dívida caducar

Muitas pessoas adotam essa estratégia porque, por lei, um nome não pode ficar no banco de dados das instituições de proteção ao crédito por mais de 5 anos. “Porém, isso não significa que a dívida deixa de existir, ela apenas deixa de ser mostrada aos outros. Você continuará endividada”, alerta o economista. Ou seja, dívida alguma irá caducar, credor algum deixará o assunto para lá e você ainda precisará pagar o que deve. Do contrário, poderá até mesmo sofrer uma ação judicial. Além disso, você sabia que cada pessoa tem uma pontuação de créditos nos mesmos bancos de dados que indica se ela é ou não boa pagadora? “As instituições financeiras conseguem consultar este score e, mesmo que você não esteja mais com o nome sujo, ainda constará o registro de que não é boa pagadora”, pontua.

Fotos: Shutterstock

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Ana Paula de Araujo

Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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