Como planejar a independência financeira ao longo dos anos

Como planejar a independência financeira ao longo dos anos

Desde muito cedo na vida sonhamos com a independência financeira. Ainda na adolescência, quando precisamos fazer uma escolha sobre o nosso futuro e perdemos noites de sono pensando no vestibular, imaginamos como será a vida dali a alguns anos. A questão é que a independência financeira requer muito mais do que simplesmente manter o foco em uma carreira de sucesso.

Para garantir um futuro com solidez, é preciso pensar estrategicamente em como juntar dinheiro em cada etapa da vida.”Segundo dados do IBGE somente 1% das pessoas conseguem se sustentar sozinhas na velhice. Os demais são sustentados pelos filhos ou por caridade”, comenta a planejadora financeira do IBCPF Lavínia Vasconcellos. O dado reforça a necessidade de pensar no futuro com antecedência e de traçar um plano para consolidar o patrimônio ao longo do tempo.

Disciplina para guardar dinheiro

O primeiro aspecto destacado pela planejadora é o esforço que precisa ser feito no sentido de poupar dinheiro. “Pessoas jovens, na casa dos 20 anos, que ainda moram com os pais têm maior poder de poupança do que quem já tem família constituída, então elas precisam aproveitar este momento e guardar o máximo que puderem.

Quanto mais ela puder acumular, por mais tempo esse dinheiro vai render”, reforça. O percentual de reserva de cada pessoa vai variar de acordo com cada contexto. Quem tem a possibilidade de contar com a renda dos pais para cuidar de todas as despesas fundamentais, tem mais poder de reserva do que aquela pessoa que ajuda a família com as contas de casa.

Pagar a si própria em primeiro lugar

Seja aos 20, 30, 40, 50 ou a idade que for, é imprescindível fazer um compromisso consigo mesma para reservar dinheiro mensalmente. Estabeleça o percentual que estará disposta a guardar e já faça a transferência assim que receber o salário, da conta corrente para uma aplicação financeira.

“Se o dinheiro fica na conta a gente acaba gastando com outras coisas que não são prioridade. Não adianta guardar todo mês só aquilo que sobrar, é preciso fazer um compromisso de separar uma quantia e ter disciplina para fazer isso”, destaca a especialista.

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Próxima etapa

A partir do momento em que uma quantidade razoável de dinheiro foi acumulada ao longo de alguns anos, é preciso dividir essas reservas para objetivos diferentes. Antes de mais nada, a prioridade é firmar uma reserva de emergência. “Esta quantia deve ser suficiente para arcar com despesas por pelo menos seis meses, em caso de alguma eventualidade, como desemprego, um acidente, alguém doente na família”, destaca.

A planejadora reforça ainda que este dinheiro deve ser aplicado em renda fixa, em aplicações com liquidez diária, tendo em vista que você pode precisar do dinheiro a qualquer momento. Se essa quantia nunca precisar ser usada, futuramente ela poderá compor a reserva de aposentadoria.

Definindo as demais aplicações

Na hora de pensar em rendimento, é preciso considerar algumas variáveis. A primeira delas é a quantidade de risco que a investidora está disposta a se expor, afinal, isso vai definir se ela buscará uma diversificação pensando em renda variável ou se irá preferir se manter entre os ativos de renda fixa.

A planejadora ressalta ainda que é preciso também pensar no tempo de retorno de cada investimento. “Se a pessoa está com planos de tirar férias daqui a um ano, ela pode aplicar dinheiro em renda fixa para juntar o que precisa.Se o plano for comprar uma casa daqui a cinco anos, por exemplo, ela já pode pensar em uma diversificação com um pouco de renda variável também, pode incluir algumas ações porque terá tempo para recuperar alguma eventual perda por revezes do mercado”, explica.

Ainda quanto ao investimento em renda variável, ela ressalta também que quanto mais cedo a aplicação for feita, maiores as possibilidades de bom resultado, justamente pela característica de ser um investimento normalmente feito visando o longo prazo. “Uma pessoa de 20 e poucos anos tem muito mais tempo para recuperar-se de uma perda em renda variável do que aquela com mais de 60 que investe neste segmento”.

Conhecimento

Um erro muito comum cometido pelas pessoas é aplicar em um investimento sem o pleno conhecimento de como ele funciona. “Além de acompanhar a economia, é preciso entender plenamente os produtos financeiros antes de investir, para não ter surpresas desagradáveis depois. Você precisa entender onde está colocando seu dinheiro. Como o gestor daquele fundo trabalha? Eu concordo com as estratégias dele?”, finaliza a planejadora.

Créditos das fotos: Shutterstock

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