Por que você deve pensar duas vezes antes de fazer um consórcio

Por que você deve pensar duas vezes antes de fazer um consórcio

De imóveis e carros até festas de casamento e cirurgias plásticas, o consórcio pode ser a solução para bancar de tudo um pouco. Por isso, ele é uma opção muito procurada. Apesar da popularidade, é preciso lembrar que nem tudo que reluz é ouro – antes de aderir a um consórcio, você precisa conhecer suas desvantagens.

Ele nada mais é do que um grupo de pessoas que se reúne para juntar recursos para adquirir um bem de mesmo interesse. Todo mês, os membros pagam uma parcela. Assim, ao final do período do consórcio, todos terão o bem em mãos.

A cada mês algum membro é contemplado com a carta de crédito, seja porque foi sorteado ou porque deu o maior lance. Assim, uma pessoa pode ser contemplada logo que entrou no consórcio, enquanto outras terão este benefício apenas no final do período combinado – em alguns casos, isso pode acontecer em até 180 meses (15 anos), dependendo do contrato.

Caso você seja sorteada cedo, terá que continuar pagando as parcelas até o final do prazo. Porém, é preciso estar com o pé quente ou poder dar um lance alto de cara. Do contrário, o tempo de espera pode ser longo, então, é bom estar preparada para que isso não aconteça tão cedo. Por isso, você não pode estar com pressa, caso queira aderir a um destes.

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Apesar de não haver cobrança de juros, não podemos nos esquecer que o dinheiro recolhido é administrado por uma empresa, que cobra por este serviço. Para que se tenha ideia, a taxa de administração pode chegar a percentuais altos – a média é de 16% do valor total.

Pagando pelo seu próprio dinheiro

Quando você faz um financiamento, pega emprestado recursos de uma instituição bancária. Desta forma, acaba pagando mais devido às taxas de juros, uma vez que os recursos não são seus. Já no caso do consórcio, é você mesma que deposita o dinheiro das parcelas. Ou seja, no final das contas, você estará pagando uma taxa alta para ter direito ao seu próprio dinheiro.

Além disso, uma das práticas adotadas por esses administradores é aplicar o dinheiro recolhido em investimentos que podem não ser muito rentáveis, dando retornos modestos.

Por isso, se você deseja adquirir um bem via consórcio, pode reunir um pouco de disciplina e juntar dinheiro – ainda mais se não houver pressa. Fizemos uma simulação no site do Consórcio Embracon para comprar um carro de R$ 30 mil. Nela, pagaríamos 36 parcelas de R$ 991,67. O total seria de R$ 35.988,12 – quase R$ 6 mil a mais só de taxa de administração.

Já que, no consórcio, você estará depositando seu dinheiro para seu próprio uso, por que não fazer isso de um jeito mais rentável? De acordo com uma simulação feita no site da Easynvest, se você aplicar estes mesmos R$ 991,67 mensalmente no Tesouro IPCA por 24 meses, terá aproximadamente R$ 26 mil, considerando 4,94% a.a. + IPCA e já descontando o IR. Então, poderá financiar o valor restante e ter seu carro antes dos três anos – prazo que poderia levar para você ser contemplada pelo consórcio.

Assim, antes de tomar uma decisão de entrar em um consórcio, pense bem e leia o contrato com atenção – talvez, juntar um dinheiro para dar uma boa entrada e financiar o que sobrar pode ser uma boa alternativa.

Fotos: Shutterstock

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Ana Paula de Araujo

Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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