Preocupações financeiras impactam a produtividade no trabalho

Preocupações financeiras impactam a produtividade no trabalho

As preocupações em pagar as contas, fazer o salário chegar até o fim do mês, poupar para sair do aluguel ou garantir uma aposentadoria tranquila, por exemplo, refletem diretamente na motivação dos funcionários para o trabalho. Essa foi a conclusão a qual chegou a pesquisa Global Benefits Attitudes, realizada pela corretora e consultoria Willis Towers Watson, que apresentou dados sobre a relação entre a preocupação com a vida financeira, a produtividade e a saúde dos trabalhadores.

Foram entrevistados 1004 empregados de grandes empresas brasileiras e, de acordo com os dados, 62% dos trabalhadores estão preocupados com as suas finanças e 22% passam por dificuldades financeiras. Os percentuais globais para esses dados são 53% e 18%, respectivamente – a pesquisa mundial ouviu trabalhadores de 19 países.

Apenas 38% dos entrevistados no País afirmam não estarem preocupados com as contas, nem no curto, nem no longo prazo. Globalmente, esse percentual é de 47%.

Fonte: Pesquisa Global Benefits Attitudes 2015/2016, Brasil

Impacto na produtividade
Os dados da pesquisa mostram que a preocupação financeira atinge a produtividade desses funcionários. Dentre os que apresentam dificuldades financeiras, apenas 31% se declaram altamente engajados com o trabalho e 28% não se sentem nada motivados com as suas funções. O percentual de pessoas altamente engajadas profissionalmente chega a 54% quando olhamos o grupo de despreocupados com as finanças, enquanto o de desengajadas cai para 14%.

Essa relação se apresenta também no número de faltas anuais. Entre os despreocupados, a média de ausência é de 1,7 dia por ano e entre os que estão com dificuldades financeiras é de 2,6 dias.

Fonte: Pesquisa Global Benefits Attitudes 2015/2016, Brasil

Fonte: Pesquisa Global Benefits Attitudes 2015/2016, Brasil

Problemas de saúde
As questões financeiras acabam tendo também um impacto negativo sobre a saúde dos trabalhadores. O nível de estresse pessoal aumenta gradativamente conforme cresce a preocupação com a vida financeira.

Entre os despreocupados, 25% afirmam apresentar nível de estresse alto, já no grupo dos que estão com dificuldades financeiras, o percentual sobe para 56%.

Ainda observando as pessoas que passam por dificuldades financeiras, quando questionadas sobre o que pensam da sua condição de saúde, apenas 47% afirmam ter uma saúde muito boa, enquanto que entre os despreocupados esse número sobe para 71%.

Fonte: Pesquisa Global Benefits Attitudes 2015/2016, Brasil

Fonte: Pesquisa Global Benefits Attitudes 2015/2016, Brasil

Devido ao impacto na produtividade, as empresas estão, aos poucos, passando a considerar o bem-estar financeiro dos funcionários em suas políticas. Uma segunda pesquisa feita pela consultoria, a Staying@Work – Health & Productivity (Saúde e Produtividade), mostrou que 66% dos empregadores já possuem ou planejam implementar até 2018 ações de segurança financeira na empresa.

 

Fotos: Shutterstock

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