Programas de fidelidade valem a pena?

Programas de fidelidade valem a pena?

Os programas de fidelidade se multiplicaram no mercado brasileiro e já fazem parte da rotina do consumidor. Hoje são mais de 72 milhões de cadastros nas cinco maiores empresas do setor, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF).

A oportunidade de comprar, ganhar pontos e ser compensada com outros produtos ou serviços é interessante: as consumidoras ganham em tempos de aperto econômico e as empresas tentam fidelizar seus clientes. Mas como tudo que se relaciona a consumo, é preciso tomar alguns cuidados para usar bem os programas, não se enrolar financeiramente ou se perder no mar de pontos. Reunimos algumas dicas para ajudá-la nesse processo.

1) Fique de olho no regulamento
Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), é extremamente importante que o consumidor leia o contrato de adesão ao ingressar no programa. Cada um deles tem as suas restrições e as condições de utilização dos pontos devem ser compreendidas com clareza. É importante, por exemplo, entender se é possível usar milhas para passagens de fins de semana e qual é o valor mínimo a ser acumulado para resgatar os benefícios. Lembre-se sempre que os programas de fidelidade também devem obedecer ao Código de Defesa do Consumidor (CDC).

2) Conheça os tipos de programas existentes
Existem, hoje, três categorias de programas de fidelidade. Os programas de coalizão são aqueles que reúnem uma rede de empresas parceiras, como os oferecidos pela Dotz e Multiplus, por exemplo. Os programas individuais são oferecidos pelas próprias empresas e os pontos são trocados por produtos da marca ou de parceiras. É o caso, por exemplo dos programas de diversos bancos. Há também sites de cashback, que permitem o resgate de parte do dinheiro, como o Cashola e o Méliuz.

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3) Consuma com cuidado
Os programas de fidelidade envolvem uma relação de consumo básica: quanto mais você consome, mais pontos acumula. Por isso, é bom não se empolgar. É preciso ficar atenta para não se complicar com os valores a serem pagos. A taxa de juros do cartão de crédito, por exemplo, com certeza não compensará os pontos acumulados no programa. O Idec recomenda muita atenção para evitar o endividamento e a inadimplência: o controle financeiro deve ser sempre a principal preocupação da consumidora.

4) Avalie se as taxas compensam
É importante avaliar se taxas de administração e, no caso dos programas associados ao uso de cartão de crédito, a anuidade cobrada compensam o benefício oferecido. Cartões de crédito com status superior oferecem melhores condições de trocas de milhas, por exemplo, mas o valor da anuidade também é maior. É importante fazer as contas e analisar se essa troca vale a pena para você.

5) Organize-se
Segundo a ABEMF, a taxa de pontos expirados ficou em 16% no 1º trimestre deste ano. Ficar de olho nas validades é uma tarefa difícil, mas há aplicativos que podem ajudá-la. É o caso do Oktoplus, que reúne mais de 40 programas. O Idec também recomenda concentrar todos os pontos em um único programa para facilitar o controle e focar os esforços.

 

Foto: Shutterstock

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