Qual é a sua inflação?

Qual é a sua inflação?

Todo mundo já percebeu que a inflação ainda não deu sinais de trégua e ainda é impossível prever quando a média dos custos de produtos e serviços vai começar a baixar. No pacote de medidas econômicas anunciado quando foi feita a mudança na equipe da presidente Dilma Rousseff, um dos compromissos era reduzir os gastos com a máquina pública. Na contramão disso, nos últimos dias o Congresso aprovou o orçamento para 2015 com o triplo de verba para financiamento dos partidos.

A decisão, no entanto, ainda depende de sanção da presidente. Seja qual o for o desfecho desta situação, a questão é que se a medida passar isso será mais um peso nas contas da União. Indiretamente, o problema acaba refletindo na inflação, que tem se mostrado relutante a ficar sob controle, ainda mais se levarmos em conta vários outros fatores, como os efeitos dos escândalos de corrupção nos rumos da economia, a valorização do dólar, a elevação dos juros e o baixo crescimento econômico.

Alguns especialistas já falam da inflação em patamares próximos a 8% até o fim do ano. Mas afinal, o que isso representa realmente para o nosso bolso? Como esse percentual é encontrado e até que ponto ele reflete propriamente a nossa realidade? O índice inflacionário é definido com uma série de cálculos que leva em conta o preço médio de produtos e serviços, considerando uma família hipotética e todos os itens que compõem suas despesas.

A questão, no entanto, é que todas essas médias podem se distanciar do nosso real contexto. Para saber qual é o verdadeiro impacto em seu bolso, é preciso conhecer a sua inflação, como propõe o diretor sustentabilidade da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), Fernando Cosenza. como-medir-inflacao

Custo benefício

“Na hora do controle do orçamento, o ideal seria que as famílias incorporassem um índice de aumento de cada item seus gastos usuais”, explica o especialista. Como chegar a este número? A tarefa é simples: primeiramente identificar todos os itens do orçamento que tiveram aumento de preços. A partir daí, para que você faça um corte eficiente nos gastos, é preciso identificar quais as despesas impactam mais em seu bolso, quais são os gastos mais significantes para você e seus familiares.

“De repente o gasto mais representativo para uma pessoa é a alimentação. A partir do momento que isso foi identificado, os esforços vão partir daí. Procurar promoções, comprar melhor, de um jeito mais eficiente para cortar despesas desnecessárias”, explica. Ele explica ainda que o método deve ser usado em outras despesas do orçamento.

Por exemplo, se no transporte você tem gastado 20% a mais com os aumentos, isso representa um aumento significativo e é possível pensar em formas de reduzir esses custos. “Substituir a corrida de táxi por uma caminhada mais longa e a uma viagem de metrô, revezar caronas com um vizinho que vai para os mesmos lados que você ao longo da semana”, exemplifica.

No fim das contas, essa análise mais profunda dos gastos traz mais conhecimento de nossa própria realidade e isso se traduz em um corte de despesas mais eficiente. “É muito ruim quando você realiza cortes em seu orçamento que não trazem um impacto real em suas despesas, é como fazer um grande esforço em vão”, analisa. A partir de agora faça uma análise dos gastos que te afetam mais profundamente no cotidiano.

Todo mundo espera que este momento de dificuldade na economia do país seja superado o quanto antes, mas enquanto isso temos que aprender a lidar com preços altos. Então, que isso seja feito do jeito mais eficiente!

Crédito das fotos: Shutterstock

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