Quando vale a pena fazer uma dívida?

Quando vale a pena fazer uma dívida?

“Já tive muitos problemas com dívidas. Fiquei totalmente traumatizada e não pego mais dinheiro emprestado. Mas tem algumas situações que são necessárias como na compra de uma casa ou carro. Quando vale a pena fazer dívidas?”, Ana Carolina, 29 anos. 

Ter consciência de que um financiamento ou o uso do cartão de crédito sem freios podem ser prejudiciais já é um grande passo! Se você ainda gasta horrores e é melhor amiga do rotativo, não desanime. Faça o máximo para conseguir uma maturidade financeira e conseguir realizar todos os sonhos.

Com tudo controlado, fica mais fácil de se organizar e pensar com muito cuidado frente a uma situação. Depois de ter listado três sonhos – de curto (até 1 ano), médio (até 5 anos) e longo prazo (até 10 anos) – consegue idealizar uma maneira de realizá-los sem prejudicar suas finanças.

Mas e quando todo esse controle não serve para muita coisa? Você pode estar super organizada, com dinheiro aplicado e zero dívidas, mas isso não é garantia de que consegue comprar a casa dos seus sonhos. Para os objetivos mais caros, como a compra do primeiro imóvel, é possível que você precise de ajuda. Aprenda em quais situação vale a pena…

… entrar no cheque especial?
Apesar de a palavra cheque se referir à um meio de pagamento, a expressão é usada para se referir a um limite preestabelecido que o banco te empresta sem nem você precisar pedir. O valor fica disponível para quando quiser sacar. Isso é um perigo, porque as vezes você usa sem saber e são cobradas taxas altíssimas por isso!

O ideal é que o valor disponível seja o menor possível. A grana do cheque especial só deve ser usada em extrema necessidade e por poucos dias. Assim não paga muito tempo os juros e se livra da pendência. Fique esperta para não se enrolar com essa grana – a sua dívida pode explodir sem você nem perceber.

… usar o cartão de crédito?
Se aquela televisão dos seus sonhos for parcelada em 10 vezes vai ser mais suave de pagar, certo? Errado! Em todas operações parceladas – até aquelas que não são cobrados juros – há um valor mais alto embutido. Por isso tente ao máximo não usar esta forma de pagamento para ficar parcelando suas compras.

Se quiser muito um objeto, faça o parcelamento invertido. Ao invés de pagar as parcelas, você guarda o mesmo valor mensalmente. No ato da compra consegue até pedir desconto, porque terá o valor cheio em mãos. Pense bem e se organize ao guardar o dinheiro para realizar sua vontade de consumo.

As taxas cobradas em operações do cartão de crédito podem chegar perto de 200% ao ano. Isso é muito, portanto se ligue! Por outro lado, se conseguir um banco que ofereça o serviço com taxas baixas, ao usar acumula milhas. Lembre-se de usar o cartão de crédito com cautela e sempre pague o valor total da fatura – o perigo mora quando a gente não consegue pagar tudo e cai no rotativo.

… fazer um financiamento?
Todo financiamento por natureza já cobra altas taxas de juros – o Brasil tem uma das maiores taxas de juros do mundo! Se não tiver alternativa e precisar pegar o dinheiro emprestado, tente opções alternativas, como crédito pessoal e crédito consignado. Ambas opções são empréstimos, só que as taxas têm um valor reduzido. E nem pense em procurar financeiras: é uma fria!

O crédito pessoal é um empréstimo no qual você não precisa explicar como vai usar, apenas pede o dinheiro. O pagamento deve ser efetuado em até 40 parcelas. Antes de fechar o negócio pesquise entre os concorrentes e escolha a melhor opção de pagamento e com taxa menores. Lembre-se de pedir o CET anual!

Assim como o anterior, o crédito consignado oferece dinheiro emprestado, só que o pagamento cai direto no seu salário. Ou seja, você não paga nenhum boleto. O valor acordado com a instituição é descontado diretamente do seu holerite. Nessa opção as taxas de juros são as menores do mercado. Pode valer a pena, mas não se esqueça de olhar para as suas finanças como um todo e ver se realmente deve dar este tipo de passo.

… contratar um financiamento imobiliário?
Com o boom imobiliário, está mais fácil conseguir este tipo de empréstimo. Como a instituição tem seu imóvel como segurança, em caso de falta de pagamento, você pode conseguir renegociar taxas menores, mas corre o risco de perder o imóvel. Mesmo assim, não pode fechar negócio com a primeira instituição. Pesquise e avalie qual oferece as melhores condições.

Qual é a opção que você mais usa?

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Carol Sandler

Fundadora e CEO do site, coautora do livro “Finanças femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015). É também palestrante sobre finanças para mulheres e empreendedorismo feminino e palestrou no TEDxSP

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