Quanto custa ter um filho?

Quanto custa ter um filho?

A decisão de ter um filho já foi tomada e você mal pode esperar para ver um bebezinho sorrindo em seu colo. Se você tem um grande desejo de ser mãe e acha que este é o momento, é hora de pegar a calculadora e colocar na ponta do lápis: qual é o custo de ter um filho?

Preparar-se para o nascimento de uma criança vai muito além de montar um enxoval e deixar um espaço no orçamento para a compra de fraldas. É preciso pensar a longo prazo, em todas as necessidades que a criança terá a longo prazo. Além dos gastos com alimentação, saúde, educação e lazer, a família também pode ter um impacto quanto a habitação, caso tenha o desejo ou necessidade de mudar-se para um espaço maior. Um estudo feito em 2012 pelo Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (Invent) mostrou que os gastos com um filho até a idade de 23 anos podem chegar a R$ 2 milhões para uma família de classe A. Na classe C, esses gastos podem ficar na casa dos R$ 407 mil.

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Para tratar sobre este assunto, conversamos com o planejador financeiro certificado pelo IBCPF (Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros), Jansen da Costa Silva. “É o que mais acontece. As pessoas não se planejam e depois vão correr atrás do que precisam para criar a criança”, reforça. Para evitar este tropeço, veja algumas opções apontadas por ele.

Planejamento imediato

O primeiro ponto a ser observado é o dinheiro disponível de imediato e os preparos não só para o nascimento, mas também para a gestação. “É preciso saber o quanto a pessoa tem e o quanto há para ser rentabilizado. Os planos de saúde normalmente possuem carência, esse planejamento para ter a criança também deve levar isso em consideração. O ideal é engravidar depois de passado o período de carência, para que os gastos na gravidez e com o parto sejam cobertos”, ressalta.

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Seguros de vida

Quando ainda não há patrimônio formado, o planejador ressalta que os pais devem estar preparados para qualquer situação que possa privar a criança de um responsável financeiro, seja a morte de alguém ou um acidente que resulte em invalidez permanente.

Neste sentido, ele recomenda um seguro de vida resgatável. A opção consiste em um seguro que pode ser resgatado a longo prazo, em um prazo de dez anos, por exemplo. Ele reforça que o dinheiro investido pode ser resgatado totalmente, com correção monetária. Neste caso, é importante frisar, o objetivo não é garantir rentabilidade, mas sim uma segurança para criança na falta de um ente. “A pessoa pode fazer uma apólice de R$ 100 mil, com prazo de dez anos para pagar, por parcelas de R$ 1 mil mensais. Se dois meses depois a mãe morrer, a criança recebe os R$ 1o0 mil, sendo que o investimento foi de R$ 2 mil. Agora, se depois dos dez anos a mãe já consolidou patrimônio e não vê mais sentido em manter a apólice, ela resgata o dinheiro corrigido e pode investi-lo em outro produto”, comenta.

O planejador reforça que este tipo de seguro exige apólices mínimas e que normalmente atendem os padrões do público das classes A e B, mas que também existem opções de seguros temporários no mercado voltados para atender as necessidades da classe C. O exemplo dado cogitou um cenário que os responsáveis pela criança possam fazer uma reserva de R$ 1 mil para o seguro da criança. O valor poupado a cada mês e o produto escolhido para colocar este investimento vai depender do padrão de cada família, mas é preciso que haja a consciência de que será necessário poupar um pouco de dinheiro a cada mês.

Tesouro Direto e previdência

De todas as opções oferecidas pelo mercado, essa pode ser considerada uma das mais democráticas, tendo em vista que os títulos públicos podem gerar boas remunerações para investimentos de qualquer porte. “Recentemente o Tesouro fez algumas mudanças para permitir aportes menores e tornou a liquidez diária, o acesso está cada vez mais fácil. É mais complicado para mexer do que a poupança, mas rende diariamente, o retorno é muito melhor”, salienta.

Para quem não sabe, é possível investir no Tesouro Direto a partir de R$ 30. Para mostrar a diferença entre um título público e a poupança, o planejador faz uma comparação interessante. Segundo ele, a previsão é de que já no encerramento do primeiro semestre, a inflação acumulada no ano supere o rendimento anual da poupança (6,17%). Ou seja, em um semestre a alta dos preços já é suficiente para engolir os ganhos da caderneta em um ano. Em contrapartida, com o Tesouro Direto é possível comprar títulos pré-fixados e atrelados à inflação. Em geral, eles pagam uma taxa pré-definida de 6%, mais a correção do índice inflacionário. No cenário atual, isso representa um rendimento próximo a 15% em um ano.

Além dos títulos públicos, ele recomenda ainda o investimento em um plano de previdência privada, que é voltado para quem quer retorno a longo prazo. Os ganhos, neste caso, podem ser usados para ajudar a custear despesas elevadas, como a educação. A lógica é a mesma de quem adquire um plano desses visando uma aposentadoria tranquila, só que neste caso o patrimônio é voltado para a criação da criança. “Os planos vão depender do perfil da cliente, se ela vai optar pelo VGBL ou PGBL, o que eu não recomendo é manter o dinheiro em poupança ou títulos de capitalização”, comenta.

O especialista alerta ainda que muitas vezes as pessoas conhecem pouco os produtos que podem gerar melhor rentabilidade porque a divulgação é mais limitada. “A popularização vai muito em função das propagandas que as instituições fazem, não necessariamente elas propagam o que é melhor para a cliente”, reforça.

 

Crédito: Shutterstock

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