Que dinheiro levar para uma viagem internacional?

Que dinheiro levar para uma viagem internacional?

*Vanessa Macagnan

Essa é uma dúvida que frequentemente passa pela cabeça dos viajantes: Como administro o dinheiro que vou utilizar em minha viagem? Compro dinheiro em espécie, deixo para sacar no local de destino ou pago no cartão de crédito? O que é melhor?

Aqui vou falar um pouquinho sobre os prós e contras de cada modalidade de pagamento, para você avaliar qual a melhor para a sua situação! Vamos lá?

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Papel moeda

Esse é, obviamente, o método de pagamento mais aceitável de todos. De lojas e restaurantes, até o hot dog da rua, todos vão aceitar dinheiro em espécie. Outra grande vantagem é em relação aos impostos: comprando papel moeda, você pagará 0.38% do valor total em IOF, a taxa mais baixa em relação às outras modalidades de pagamento que falarei adiante.

A desvantagem é o risco de roubo: nunca carregue todo o dinheiro com você, muitas pessoas costumam recomendar as doleiras mas eu, particularmente, não uso. Tente “distribuir” o dinheiro em vários compartimentos e deixar parte no cofre do hotel ou trancado na mala – essas situações podem dificultar os furtos, porém, infelizmente não os elimina (confesso que me sinto desconfortável em deixar no cofre, prefiro “esconder” dentro da mala).

Além disso, se o seu dinheiro acabar, você terá que partir para uma das outras modalidades que comentarei abaixo.

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Visa Travel Money

São cartões pré pagos: você pode solicitá-los em bancos e corretoras e abastecer com o valor desejado, na moeda do país a ser visitado, podendo reabastecê-lo a qualquer momento (basta ligar na instituição financeira e comprar mais moeda local). Eu era fã desse cartão pela praticidade e custo (custava 0.38% de IOF, assim como compra de moeda em papel), no entanto, o governo elevou a  para 6.38%, o que invibializou um pouco o seu uso.

A única vantagem que vejo hoje em adquirí-lo é se existe expectativa de aumento de taxa de câmbio. Exemplo: você paga à Instituição Financeira R$ 1.500 para ter US$ 500 abastecidos no seu cartão, o que equivaleria a uma taxa de 3.00 (vamos desconsiderar o IOF da conta). Vamos supor que seu namorado optou por pagar as contas no cartão de crédito e a taxa foi para 3.60 – ou seja, você gastou menos R$ para comprar US$ do que ele. Mas lembre-se que a situação pode ser inversa, e, nesse caso, você perderia.

Pode parecer difícil, mas não é! Em tese, o Visa Travel Money vale a pena apenas se você já quer fixar o câmbio de conversão. É importante também pesquisar se o cartão é bem aceito no país a ser visitado.

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Cartão de Crédito

Um método de pagamento super simples e prático: aceito na maior parte dos estabelecimentos, você não precisa andar com um monte de dinheiro escondido na mochila, na doleira…

Seria tudo perfeito se não tivéssemos que pagar 6.38% do valor gasto no exterior de IOF!! Além disso, é preciso considerar que ficamos suscetíveis a variação cambial. Exemplo: quando você foi viajar, o dólar estava a 3,50 mas quando voltou, sua fatura fechou a 4,00, ou seja, você gastou mais do que o esperado – esse risco precisa ser considerado se optar por essa modalidade de pagamento.

Cartão de Débito

Acabou todo o dinheiro que você levou na viagem e precisa de um pouco mais de moeda em espécie? O saque nos caixas eletrônicos pode ser a sua salvação, afinal de contas, você não vai comprar uma água na esquina com o cartão de crédito, né?

A grande vantagem é a praticidade de não ter que ficar carregando dinheiro, no entanto, aqui também são cobrados 6.38% de IOF e, em muitos casos, uma taxa bancária com um valor fixo a cada saque (para saber o valor, consulte seu banco).

Optando pelo cartão de débito ou crédito, lembre-se sempre de avisar seu banco sobre a viagem (o que pode ser feito pela internet), para evitar que a instituição financeira bloqueie seu cartão por suspeita de fraude. Verifique também se o limite de crédito disponível é suficiente ou se é necessário solicitar um aumento junto ao seu gerente.

Pois é, meninas, nenhum método é perfeito, né? Todos tem seus prós e contras e, por isso, precisamos avaliar direitinho o que melhor se enquadra em nossas necessidades, para não desperdiçarmos dinheiro a toa, né?

Abraços!

*A administradora e idealizadora do blog Ciao Viaggio, Vanessa Macagnan, traz sugestões de destinos e roteiros nacionais e ao redor do mundo que valem a pena ser visitados, além de boas dicas de como colocar o pé na estrada gastando pouco.
Instagram: @ciaoviaggio
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Fotos: Shutterstock

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Vanessa Macagnan

Vanessa Macagnan

Viajante econômica

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