RDB: saiba mais sobre este investimento

RDB: saiba mais sobre este investimento

Você já ouviu falar nos RDBs – os Recibos de Depósito Bancário? O nome parecido com o conhecido CDB (Certificado de Depósito Bancário) não é obra do destino. Trata-se de um investimento de renda fixa, onde você empresta o dinheiro para o banco e, em troca, recebe os juros, do mesmo jeito que ocorre com o CDB.

Ele é um título intransferível e inegociável e, por isso, não oferece liquidez alguma. Isso significa que você não poderá resgatar o dinheiro que investiu antes do prazo combinado com o banco. “Ao aplicar no RDB, você concordou em deixar seu dinheiro com o banco por todo o prazo negociado”, diz Silvio Paixão, economista e professor da Faculdade Fipecafi. Passado o período, você pode resgatá-lo.

De acordo com o economista, este também é o maior risco da aplicação – afinal, se você precisar dessa grana antes do prazo contratado, ficará a ver navios. Essa é a característica mais marcante deste investimento e também a principal diferença entre seu primo CDB. “Apesar de não oferecerem liquidez, os RDBs apresentam rentabilidade bruta média muito próxima aos CDBs, atualmente algo entre 9% e 9,25% ao ano”, afirma. Ou seja, a falta de liquidez não é recompensada nos rendimentos.

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Pouca flexibilidade

Quando você vai aplicar seu dinheiro neste investimento, pode escolher entre três modelos de remuneração: a flutuante, pós-fixada e pré-fixada. A primeira está vinculada à variação da taxa Selic ou CDI – Certificado de Depósito Interbancário, taxa usada para os bancos emprestarem dinheiro entre si e que costuma acompanhar a taxa básica de juros da economia. A segunda é indexada a algum índice de inflação, como o IPCA. Já na terceira você sabe o quanto ganhará ao final do prazo no momento da aplicação.

O prazo mínimo de aplicação varia de acordo com o modelo de remuneração. Enquanto na pré-fixada e flutuante ele é de um dia útil, na pós-fixada, isso dependerá – por isso, verifique a questão junto ao banco antes de colocar seu dinheiro neste investimento.

O valor mínimo também varia de instituição para instituição. “O Banco Central não dispõe um aporte mínimo para os RDBs. As instituições financeiras estão liberadas para definir suas políticas comerciais, o que engloba estabelecer prazos, valores e condições de negociação da rentabilidade oferecidas”, explica o economista.

Assim como no CDB, quem investe em RDB deve se preparar para a incidência do Imposto de Renda. Ele segue a tabela regressiva, com alíquotas de 22,5%, 20%, 17,5% e 15% para, respectivamente, até 180 dias, de 181 a 360 dias, de 361 a 720 dias e acima de 720 dias. Caso o dinheiro fique aplicado por menos de 30 dias, há cobrança de IOF.

Em suma, os RDBs são muito parecidos com os CDBs – a única diferença é que, no primeiro caso, o dinheiro fica preso até a data de vencimento. Por isso, antes de investir seu dinheiro, pense bem e compare as aplicações – veja aqui um guia elaborado pela Carol Sandler. “Na realidade, hoje em dia pouquíssimas pessoas devem aplicar em RDB”, finaliza o especialista.

Fotos: Shutterstock

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Ana Paula de Araujo

Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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