Renda fixa a curto prazo: poupança ou fundos DI?

Renda fixa a curto prazo: poupança ou fundos DI?

Vamos pensar em uma situação hipotética: Você sempre foi conservadora para cuidar das suas economias, juntou uma boa grana na caderneta de poupança e ainda não definiu exatamente como usar o dinheiro. Pode ser que dê como entrada em um apartamento ou que faça uma longa viagem, mas o fato é que você pode precisar movimentar o dinheiro com frequência porque ainda não decidiu exatamente o que vai fazer com ele.

E como você já sabe, mesmo para quem tem um perfil de investimento mais conservador, existem opções que podem ser bem mais viáveis que a caderneta de poupança, em termos de rentabilidade. Para que você possa fazer um paralelo entre as vantagens e desvantagens, vamos falar hoje sobre os fundos referenciados DI, que é considerado um tipo de fundo de renda fixa.

Escolhemos esta modalidade para comparação porque o nível de risco é baixíssimo. Em geral, os fundos DI são compostos em 95% por títulos públicos atrelados à taxa Selic, hoje fixada em 11%. Ou seja, a maior parte do fundo é composta por títulos pós-fixados que rendem mais quando a taxa de juros está em um patamar elevado, como é a situação atual.

investimento_fundos_DI

 

Vantagens e desvantagens

O fator que citamos acima já pode ser considerado como vantagem na atual conjuntura, tendo em vista que os juros altos permitem um desempenho melhor dos fundos DI. Um outro fator vantajoso é que você tem liquidez diária neste tipo de investimento, ao contrário do que acontece com a poupança.

Veja bem, como bem sabemos, a investidora que resolver sacar dinheiro da poupança antes da data de aniversário mensal da aplicação, perderá rendimento. Em um prazo de 30 dias, por exemplo, se ela saca o dinheiro bem na data do aniversário da poupança, o dinheiro vem com o rendimento. No entanto, em um período de 50 dias, ela não terá rentabilidade nos 20 dias subsequentes ao aniversário da caderneta.

Nos fundos DI, por outro lado, o rendimento é acumulado durante todos os dias de aplicação. Ou seja, você tem liquidez diária e não perde rentabilidade por isso. Como nem tudo é só alegria, o revés dos fundos DI são as taxas que incidem sobre a aplicação, que são o IOF (Imposto sobre Operação Financeira), IR (Imposto de Renda) e taxa de administração, as quais não incidem sobre a poupança.

Ainda assim, dependendo do valor que você tiver disponível para investir e a sua necessidade de precisar do dinheiro de imediato, vale a pena fazer a simulação entre a poupança e o fundo DI para saber qual delas terá rentabilidade maior, lembrando sempre de descontar as taxas que incidem sobre o fundo para saber o valor real do rendimento.

Simulamos aqui uma situação em que você necessite do dinheiro a curto prazo, com a possibilidade de sacá-lo em uma data inesperada. Em outras situações, podem ter investimentos ainda mais vantajosos, mas isso é assunto para um outro post!

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Karina Alves

Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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