Saiba quais são os melhores investimentos para 2016

Saiba quais são os melhores investimentos para 2016

Quem deseja ter rentabilidade em 2016, principalmente se for uma investidora iniciante, é importante entender o cenário político e econômico do país. Mas mesmo para pequenos investidores, nada fica muito complicado quando se aprende a dividir e destinar seu capital de investimento.

A situação econômica no ano passado superou todas as expectativas dos economistas, infelizmente, no sentido negativo da coisa. O estímulo ao consumo, somado aos preços represados, a indisciplina fiscal e uma batalha de interesses políticos foram os fatores determinantes para o início da crise que o país ainda enfrentará em 2016, de acordo com o analista de mercado, Thiago Salomão, para o Especial Onde Investir – 2016, da InfoMoney.

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Estes e outros fatores influenciaram o valor do dólar, que registrou altas consecutivas ao longo do ano, até alcançar a marca de 48%, que o colocou como melhor investimento. Mas para o economista e professor da IBE-FGV Marcos Fontes, é melhor riscar esta opção da sua lista de possíveis investimentos em 2016. “É recomendável cautela, pois, apesar da expectativa de volatilidade, o valor da moeda americana já estaria num patamar de teto. O dólar não se configura como uma alternativa de investimento para um investidor pequeno”, justifica o especialista em Mercado Financeiro e Imóveis com ênfase em crédito imobiliário e construção civil.

Segundo Fontes, uma boa opção para quem quer investir, é outro tópico muito falado e que, consequentemente, ficou mais popular no ano passado: O Tesouro Nacional, que é uma espécie de empréstimo que você pode dar ao governo por meio da compra de títulos, e depois recebe o valor de volta com juros.

“Os NTN-Bs (título do Tesouro Direto ligado a inflação) renderam juros reais de mais de 7% ao ano em 2015. É uma boa opção de renda fixa, com indexação a inflação tem tido excelente aceitação por parte do pequeno e médio investidor. A questão principal a ser considerada é a liquidez, ou seja, qual é a sua previsão de utilização dos recursos. Quanto mais longo o prazo, mais a previsão de ganhos reais”, explica.

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Colocando na ponta do lápis, o especialista explica que 60 ou 70% do valor seu capital máximo para investir, pode ser destinado a títulos vinculado pós-fixados, como LCI ou LCA. Estes terão seus lucros baseados no CDI (Certificado de Depósito Interbancário), referencial que acompanha a taxa de juros básica do país (Selic), que, de acordo com o Banco Central, fechou 2015 em 14,25% ao ano.

Outros 10% são suficientes para um bom retorno no Tesouro Direto, Fundos de investimentos e outros produtos indexados à inflação. Mais 10% do patrimônio pode ser voltado para investimentos pré-fixados, como CDB de bancos de primeira linha.

Por fim, Fontes alerta para que a investidora não deposite mais de 5% em renda variável, como ações ou fundos indexados ao Ibovespa, pois estes são os mais instáveis e os menos indicados para o nosso atual contexto econômico.

De acordo com Salomão, a Selic poderá aumentar em 2016, graças a insistência da inflação em níveis altos e em um ambiente recessivo. “Há altas ‘apostas’ dos investidores para uma alta de juros na primeira reunião de 2016, marcada para 19 e 20 de janeiro”, diz o especialista em seu artigo. Isso significa que, para as investidoras com aplicações financeiras atreladas aos juros, o aumento pode significar mais retorno.

Os resultados dos investimentos de 2015

Segundo levantamento da Economatica, no ranking de investimentos de 2015, o dólar teve a alta mais expressiva, de 48,49%. Seguido do ouro, com valorização de 32,15%. Com alta de 21,53%, os fundos multimercados ficaram em terceiro lugar, por meio desses fundos, é possível escolher um direcionamento para o investimento, seja renda fixa ou renda variável.

Já a Ibovespa terminou o ano no negativo. O percentual foi -13,31%, tornando a bolsa o pior investimento no ano passado.

Fotos: Shutterstock

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