Seguro para celular: vale a pena contratar?

Seguro para celular: vale a pena contratar?

Há alguns anos ninguém realmente pensava em fazer um seguro para celular. Devido ao valor alto e importância de um smartphone no dia a dia, entretanto, tem crescido a necessidade de proteger esse bem.

Para ajudá-la a decidir se vale a pena contratar esse serviço e, se sim, escolher um seguro que realmente atenda às suas necessidades, conversamos com Renata Pedro, representante da Proteste, e Ana Paula Santos, vice-presidente da Comissão de Garantia Estendida e Afinidades da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). Confira as dicas abaixo.

1) Considere a relação preço do celular x preço do seguro

O primeiro ponto a ser observado na hora de escolher esse produto é, necessariamente, o preço. Via de regra, quanto mais caro for o aparelho mais vale a pena fazer o seguro – mas, para ter certeza, é preciso ir às contas.

Por exemplo, hoje, o seguro anual de um celular médio, o Galaxy J5 16GB, sai por R$ 185 (cerca de 26% do valor do aparelho) na Bem Mais Seguro e por R$ 232 (cerca de 33% do valor do aparelho) na Porto Seguro. Já para um modelo mais caro, é possível perceber que o valor do seguro fica mais barato em comparação ao do celular. O seguro anual de um iphone 7 plus 32GB, por exemplo, sai hoje por R$ 620 na Bem Mais Seguro (cerca de 16% do valor do aparelho) e por R$ 895 na Porto Seguro (cerca de 23% do valor do aparelho).

Vale ressaltar, no entanto, que o preço é só um dos fatores que devem ser levados em conta nessa escolha, já que ele, por si só, não garante a qualidade do serviço. Além do valor, uma série de outros quesitos, que serão tratados nos próximos itens, devem ser colocados na balança.

2) Fique de olho na cobertura oferecida

Tão relevante quanto o preço são as coberturas oferecidas. Um dos pontos que pega muitos consumidores de surpresa é o fato de que a maioria dos contratos não cobre o furto simples, ou seja, aquele em que o bem simplesmente desaparece – isso inclui, por exemplo, os casos em que seu celular some da bolsa no ônibus. Normalmente, são considerados apenas roubos e o chamado furto qualificado, que deixa sinal de dano aparente – como um rasgo na bolsa.

“Da mesma forma, danos ocasionados por tumultos, convulsões da natureza e danos causados por água costumam não ter cobertura”, explica Renata. As condições, entretanto, variam de seguradora para seguradora e plano para plano, por isso, vale a pena conhecer as opções, considerando sempre as suas necessidades.

3) A franquia também precisa entrar no cálculo

A franquia – que determina o percentual de prejuízo que a segurada deverá arcar na hora de acionar do seguro – é outro ponto que pode fazer um seguro acabar não valendo a pena. “A consumidora precisa entender que não terá direito à indenização integral do valor do aparelho, pois uma parte será a franquia paga por ela”, esclarece Renata.

Assim, a especialista da Proteste explica que esse fator também deve entrar na conta dos valores. Por exemplo, se um aparelho custou R$ 4.000, com seguro de R$ 600 e franquia de 30% (R$ 1.200), o seguro reembolsaria, na verdade, R$ 2.200 (55% do valor do aparelho).

4) Fique atenta à carência

Ao analisar o contrato, procure também a carência, ou seja, o período em que não terá direito à indenização do seguro, mesmo estando em dia com o pagamento.

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5) Entenda como funciona a indenização

Quanto à indenização, é importante procurar entender o caminho para contatar a seguradora, se o pagamento é feito em dinheiro ou em um novo aparelho, como é calculada a porcentagem de indenização (quando considerada a depreciação) e o prazo para que a demanda seja atendida.

6) E todas as outras condições do contrato

Quanto mais detalhada for a leitura do contrato, menores as chances de você ter uma surpresa negativa com o serviço. Por isso, procure se informar, por exemplo, sobre o prazo de vigência, se você poderá renová-lo depois e qual é a abrangência geográfica do produto.

“A consumidora deve ler atentamente as condições do seguro, conversar com o representante ou mesmo diretamente com a seguradora”, defende Ana Paula.

7) Faça pesquisas em mais de uma empresa

Se você recebeu uma oferta direta da sua operadora ou seguradora, é importante procurar outras opções – comparando preços e coberturas. “Quanto mais opções pesquisadas no mercado, mais a consumidora terá certeza de qual produto se adequa à sua necessidade e quanto pode economizar na contratação”, orienta Renata.

Em geral, quando você compra o celular, o vendedor não tem muito trabalho em te convencer a fechar o contrato de seguro naquele momento. Ele tira vantagem do fato de que você já está ali, já gastou bastante tempo ouvindo informações sobre o aparelho e sobre o seu plano e que, portanto, deve estar cansada e com vontade de resolver tudo que for necessário logo de uma vez. Esse desgaste mental te leva a tomar decisões impulsivas, ou seja, você fica mais suscetível a aceitar um contrato de seguro sem se informar devidamente. Assim, pode acabar pagando mais caro por um serviço que não ofereça as melhores condições possíveis.

8) Considere a reputação da seguradora

Em relação à segurança, em primeiro lugar, é importante garantir que a seguradora seja regulada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Além disso, vale a pena verificar a reputação da empresa em sites como o Reclame Aqui e Consumidor.gov.br. “A confiança é essencial para a sustentabilidade de um negócio e, consequentemente, para a segurança da consumidora”, coloca Ana Paula.

9) Tenha a documentação necessária com você

Por fim, para se resguardar, é fundamental ter consigo toda a documentação comprobatória na hora de acionar o seguro, como boletim de ocorrência (B.O.) em caso de roubo ou furto, contrato do seguro e nota fiscal do aparelho. “Além disso, é importante que a consumidora conheça a procedência do celular a ser protegido e registre-o em local seguro, o IMEI (International Mobile Equipment Identity)”, finaliza a especialista da FenSeg.

 

Fotos: Shutterstock

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Mariana Ribeiro

Jornalista com sotaque e alma do interior. Longe das finanças, passa o tempo atrás de música brasileira, rolês baratos e ônibus vazios. Acredita que o mundo seria outro se as pessoas tentassem se ver.
Fale comigo! :) mariana@financasfemininas.com.br

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