Tesouro Direto: como escolher o título certo?

Tesouro Direto: como escolher o título certo?

*André Massaro

Quando falamos em Tesouro Direto é sempre importante ressaltar que não se trata de “um investimento”. O tesouro Direto é, na verdade, um conjunto de ativos financeiros de renda fixa, com características e vencimentos diferentes. A única coisa em comum a todos eles é o fato de serem emitidos pelo Tesouro Nacional, o que lhes dá o status de “investimentos mais seguros do Brasil”. Podemos classificar os títulos do Tesouro Direto em três grandes grupos:

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Os prefixados

Possivelmente são os mais fáceis de entender. Eles têm uma taxa de juros que é definida logo no começo do investimento e, assumindo que a investidora vai ficar com o título até o final, não há nenhuma incerteza quanto ao valor que será recebido.

No Tesouro Direto, temos duas “versões” de títulos prefixados: o “Tesouro Prefixado” e o “Tesouro Prefixado com Juros Semestrais”. O primeiro acumula os juros até o vencimento, enquanto o segundo paga os juros semestralmente. Dica: na maioria dos casos, o primeiro é mais vantajoso para a investidora.

Os pós-fixados indexados à inflação (IPCA)

Esses títulos remuneram a uma taxa de juros prefixada e correção pelo IPCA. São títulos muito populares, pois oferecem uma proteção contra a inflação bastante eficiente. Assim como no caso dos prefixados, eles existem nas versões com e sem juros semestrais. No Tesouro Direto, os nomes desses títulos são, respectivamente, “Tesouro IPCA com Juros Semestrais” e “Tesouro IPCA”.

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Os pós-fixados “puros”

São aqueles títulos vinculados à Selic, que é a taxa básica da economia (atualmente em 14,25% ao ano). A remuneração desses títulos fica maior quando os juros sobem e menor quando caem – simples assim. No Tesouro Direto, são chamados de “Tesouro Selic” e não há uma versão com juros semestrais.

Então, podemos ver que o Tesouro Direto oferece um “cardápio” de títulos que permite fazer estratégias para qualquer cenário. Se a expectativa é de juros caindo, damos preferência aos prefixados. Se esperamos que a inflação suba, vamos de pós-fixados com IPCA. Se a expectativa é de juros subindo, os pós-fixados puros são a melhor opção.

 

Naturalmente, uma estratégia de investimentos não precisa ser feita à base do “tudo ou nada” e é possível montar carteiras equilibradas combinando as três categorias de títulos. Também podemos montar carteiras razoavelmente equilibradas, mas com um pequeno “viés” para algum dos cenários descritos.

Essa flexibilidade para fazer estratégias para diferentes cenários, aliada à acessibilidade (apenas R$ 30 de investimento mínimo), faz do Tesouro Direto um dos investimentos mais indicados para a pequena investidora.

Para ler mais e se aprofundar neste tipo de investimento, baixe gratuitamente o e-book Guia Fácil do Tesouro Direto!

*Um dos maiores especialistas em finanças e investimentos do Brasil, André Massaro é criador do curso “Investidor em Renda Fixa”, voltado para investidores iniciantes e intermediários que querem entender mais sobre renda fixa e melhorar as suas aplicações.

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Fotos: Shutterstock

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